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  <title>+SOMA . SUA DOSE DI&#193;RIA DE CULTURA INDEPENDENTE - +REVIEWS</title>
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    <published>2010-09-01T18:56:00Z</published>
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    <title>Pen&#237;nsula Fernandes . Malta Cloud Chapel . 2010  </title>
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<summary type="html">O Península Fernandes não é uma banda ou um pseudônimo, é uma entidade sônica, um pressuposto atonal...</summary><content type="html">
            O Península Fernandes não é uma banda ou um pseudônimo, é uma entidade sônica, um pressuposto atonal...
&lt;p&gt;&amp;lt;font&gt;O &lt;a href=&quot;www.myspace.com/peninsulafernandes&quot;&gt;&amp;lt;u&gt;Pen&amp;iacute;nsula Fernandes&amp;lt;/u&gt;&lt;/a&gt; n&amp;atilde;o &amp;eacute; uma banda ou um pseud&amp;ocirc;nimo, &amp;eacute; uma entidade s&amp;ocirc;nica, um pressuposto atonal. Com tr&amp;ecirc;s EPs tem&amp;aacute;ticos j&amp;aacute; lan&amp;ccedil;ados, incluindo o mais recente &amp;ldquo;T&amp;aacute; Logo A&amp;iacute;&amp;rdquo;, sobre a Copa do Mundo, o projeto de noise do baixista dos Telepatas Daniel Monteiro se transforma em uma sucess&amp;atilde;o de plat&amp;ocirc;s sonoros e terrorismos aurais dispostos sem muita cerim&amp;ocirc;nia em nove faixas, que v&amp;atilde;o da constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o em camadas da abertura &amp;ldquo;Petencostes&amp;rdquo; ao inc&amp;ocirc;modo minimalismo de &amp;ldquo;Tel Aviv Allegro&amp;rdquo;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O disco n&amp;atilde;o &amp;eacute; nada confort&amp;aacute;vel ou palat&amp;aacute;vel, mas n&amp;atilde;o deixa de ser fascinante. &amp;Eacute; f&amp;aacute;cil imaginar um paralelo entre os momentos mais ca&amp;oacute;ticos de &amp;ldquo;Malta&amp;rdquo; e os desencontros urbanos de S&amp;atilde;o Paulo, especialmente em uma faixa como &amp;ldquo;Do 16 ao 18 (Flui Bem)&amp;rdquo;, montada a partir de boletins radiof&amp;ocirc;nico de tr&amp;acirc;nsito aleat&amp;oacute;rios, algo t&amp;atilde;o cotidiano na cidade que s&amp;oacute; volta a parecer estranho quando isolado de seu contexto inicial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, o disco encontra um componente bem-humorado em momentos como &amp;ldquo;Divertimento Gostoso&amp;rdquo;, em que a voz de Daniel, distorcida, aparece ironicamente declarando que &amp;ldquo;Pen&amp;iacute;nsula Fernandes &amp;eacute; para relaxar&amp;rdquo;. Ele mesmo j&amp;aacute; definiu o projeto como &amp;ldquo;m&amp;uacute;sica pop de baixos recursos&amp;rdquo; e j&amp;aacute; foi comparado a Joy Orbinson e a Dan Deacon. Faz todo o sentido &amp;ndash; descontra&amp;ccedil;&amp;atilde;o tensa e contraponto para um mundo onde o mp3 player levou a m&amp;uacute;sica de elevador para todo o cotidiano. &amp;lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;lt;font&gt;&lt;em&gt;Por Amauri Stamboroski Jr.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
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    <published>2010-08-25T13:56:00Z</published>
    <updated>2010-08-25T14:04:39Z</updated>
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    <title>Celso Menezes e Felipe Massafera . Jambocks! - Parte 1 Zarabatana Books . 2010</title>
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<summary type="html">Quadrinho brasileiro em alta, como fazia anos que não acontecia. A esmerada edição...</summary><content type="html">
            Quadrinho brasileiro em alta, como fazia anos que não acontecia. A esmerada edição... 
&amp;lt;font&gt;Quadrinho brasileiro em alta, como fazia anos que n&amp;atilde;o acontecia. A esmerada edi&amp;ccedil;&amp;atilde;o da Zarabatana desta fic&amp;ccedil;&amp;atilde;o baseada na hist&amp;oacute;rias da participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o brasileira na Segunda Guerra Mundial &amp;eacute; um dos lan&amp;ccedil;amentos mais bacanas da atualidade, mas estranhamente um dos menos saudados. O texto de Celso Menezes &amp;eacute; afiado e fluente; esta primeira parte, na qual somos apresentados aos motivos que levaram o pa&amp;iacute;s &amp;agrave; guerra e aos protagonistas da hist&amp;oacute;ria, d&amp;aacute; conta de nos por a par das motiva&amp;ccedil;&amp;otilde;es deste fato hist&amp;oacute;rico brasileiro pouco explorado ficcionalmente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A arte de Felipe Massafera, devedora em cada linha da obra hiper realista do quadrinista estadunidense Alex Ross, &amp;eacute; esmerada e nos envolve em cada detalhe do ambiente de ent&amp;atilde;o. Chama a aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o como a dupla, em t&amp;atilde;o poucas p&amp;aacute;ginas, consegue nos colocar t&amp;atilde;o plenamente na hist&amp;oacute;ria. H&amp;aacute; como complemento uma cronologia da Primeira e Segunda Guerras, e uns textos um tanto quanto rasteiros sobre a mesma. Nada que diminua o interesse na obra, que em tudo destoa das HQs feitas atualmente no pa&amp;iacute;s. &lt;em&gt;Este livro pode ser encontrado na loja do espa&amp;ccedil;o +Soma.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Por Arthur Dantas&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;lt;/font&gt;
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    <published>2010-08-19T21:55:00Z</published>
    <updated>2010-08-19T21:56:05Z</updated>
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    <title>The Melvins . The Bride Screamed Murder Ipecac Records . 2010</title>
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<summary type="html">Se o que você gosta nos discos do Melvins são os riffs pesados de guitarra, o balanço jazzístico...</summary><content type="html">
            Se o que você gosta nos discos do Melvins são os riffs pesados de guitarra, o balanço jazzístico... 
&amp;lt;font&gt;Se o que voc&amp;ecirc; gosta nos discos do Melvins s&amp;atilde;o os riffs pesados de guitarra, o balan&amp;ccedil;o jazz&amp;iacute;stico da bateria e os vocais dignos de trilhas sonoras de filmes B, n&amp;atilde;o se decepcionar&amp;aacute; com o novo trabalho do grupo. Ao deixar de lado os longos sons arrastados, que vez ou outra quebram o ritmo dos seus &amp;aacute;lbuns anteriores, &amp;ldquo;The Bride Screamed Murder&amp;rdquo; mostra uma vitalidade rara para um grupo com 25 anos de estrada, que inventa e reinventa o que foi aprendido na escola de Tony Iommi, guitarrista do Black Sabbath. &amp;ldquo;Electric Flower&amp;rdquo; e &amp;ldquo;Hospital Up&amp;rdquo;saciam os sedentos pela fase grunge do grupo. No mais, &amp;eacute; rock pesado, cheio de ironias e cacofonias, bem ao gosto do chefinho Mike Patton, dono da Ipecac Records, casa do Melvins. &lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;Por Marcos Diego&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&amp;lt;/font&gt;
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    <published>2010-08-18T20:20:00Z</published>
    <updated>2010-08-18T20:20:29Z</updated>
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    <title>V&#225;rios Artistas . Timeless: The Composer/Arranger Series (Box-DVD) Mochilla . 2010</title>
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<summary type="html">A Mochilla já nos presenteou com grandes obras, como os documentários “Keep In Time”...</summary><content type="html">
            A Mochilla já nos presenteou com grandes obras, como os documentários “Keep In Time”...
&amp;lt;font&gt;A Mochilla j&amp;aacute; nos presenteou com grandes obras, como os document&amp;aacute;rios &amp;ldquo;Keep In Time&amp;rdquo; e &amp;ldquo;Brasilin&amp;rsquo;time&amp;rdquo;. A mais nova delas &amp;eacute; o box &amp;ldquo;Timeless&amp;rdquo;, s&amp;eacute;rie de concertos em homenagem a compositores e arranjadores que influenciaram o hip-hop. S&amp;atilde;o eles: o jazzista Mulatu Astatq&amp;eacute;, o produtor James &amp;ldquo;Dilla&amp;rdquo; Yancey e o arranjador Arthur Verocai. Em tr&amp;ecirc;s apresenta&amp;ccedil;&amp;otilde;es distintas, gravadas entre os meses de fevereiro e mar&amp;ccedil;o de 2009, em Los Angeles, com a participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de mais de 150 m&amp;uacute;sicos, &amp;ldquo;Timeless&amp;rdquo; &amp;eacute; um documento hist&amp;oacute;rico e seu t&amp;iacute;tulo descreve o conte&amp;uacute;do com perfei&amp;ccedil;&amp;atilde;o: intempestivo e atemporal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro DVD traz a apresenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o do m&amp;uacute;sico, compositor e arranjador et&amp;iacute;ope Mulatu Astatq&amp;eacute;. A setlist &amp;eacute; dedicada a composi&amp;ccedil;&amp;otilde;es das d&amp;eacute;cadas de 60 e 70, nas quais o g&amp;ecirc;nio &amp;eacute; acompanhado por feras da nova cena de LA e veteranos como o clarinetista Bennie Maupin, que tocou em diversos discos de Miles Davis; e Azar Lawrence, saxofonista que fez parte dos quartetos de Elvin Jones e McCoy Tyner. Apesar de dominar diversos instrumentos, Mulatu limita-se ao vibrafone e &amp;agrave; percuss&amp;atilde;o, tornando-se um coadjuvante em v&amp;aacute;rios momentos para dar liberdade aos m&amp;uacute;sicos que o acompanham. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;ldquo;Suite For Ma Dukes&amp;rdquo; &amp;eacute; o disco mais emocionante dos tr&amp;ecirc;s. O vision&amp;aacute;rio maestro, compositor e arranjador Miguel Atwood-Ferguson resolveu homenagear o produtor J. Dilla, interpretando seus cl&amp;aacute;ssicos com tratamento orquestral. O espet&amp;aacute;culo come&amp;ccedil;a de forma tradicional, sem o uso de instrumentos de percuss&amp;atilde;o. Mas, a partir do quinto tema, a hist&amp;oacute;rica &amp;ldquo;Welcome To Detroit&amp;rdquo;, a bateria de Gene Coye entra em cena e confere uma identidade ainda mais marcante &amp;agrave;s composi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de Dilla. Cl&amp;aacute;ssicos como &amp;ldquo;Take Notice&amp;rdquo;, &amp;ldquo;Jealousy&amp;rdquo; e &amp;ldquo;Gobstopper&amp;rdquo; ganham propor&amp;ccedil;&amp;atilde;o gigantesca. A parte final do show traz participa&amp;ccedil;&amp;otilde;es do cantor Dwele, na m&amp;uacute;sica &amp;ldquo;Angel&amp;rdquo;, e de Amp Fiddler em &amp;ldquo;Reminisce&amp;rdquo;, antes da entrada de v&amp;aacute;rios amigos em &amp;ldquo;Stakes Is High&amp;rdquo;, pedrada do De La Soul, rimada ali por Posdnous e Talib Kweli. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homenageado do terceiro DVD &amp;eacute; o compositor e arranjador brasileiro Arthur Verocai, que, emocionado, faz um show com os temas de seu primeiro disco solo, hom&amp;ocirc;nimo, lan&amp;ccedil;ado 37 anos atr&amp;aacute;s e considerado um fracasso no mercado fonogr&amp;aacute;fico. De alguns anos pra c&amp;aacute;, o petardo tornou-se um dos vinis mais cobi&amp;ccedil;ados por colecionadores de todo o mundo e foi sampleado por artistas como MF DOOM, Ludacris e Little Brother. Acompanhado por uma orquestra de 30 m&amp;uacute;sicos, entre eles o percussionista Airto Moreira, o baterista Ivan &amp;ldquo;Mam&amp;atilde;o&amp;rdquo; Conti e o cantor Carlos Daf&amp;eacute;, Verocai executa pela primeira vez ao vivo as composi&amp;ccedil;&amp;otilde;es e os arranjos do disco. Uma homenagem tardia, por&amp;eacute;m just&amp;iacute;ssima. E, como de costume, feita pelos gringos, e n&amp;atilde;o por n&amp;oacute;s. Fica a li&amp;ccedil;&amp;atilde;o. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Por Daniel Tamenpi&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;lt;/font&gt;
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    <published>2010-08-10T20:30:00Z</published>
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    <title>Messias . Escrever-me, Envelhecer-me, Esquecer-me Independente . 2010 </title>
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<summary type="html">A última vez que Messias lançou um álbum, em 2001, ele ainda era apenas o vocalista do brincando de deus...</summary><content type="html">
            A última vez que Messias lançou um álbum, em 2001, ele ainda era apenas o vocalista do brincando de deus...
&amp;lt;font&gt;A &amp;uacute;ltima vez que Messias lan&amp;ccedil;ou um &amp;aacute;lbum, em 2001, ele ainda era apenas o vocalista do brincando de deus, grupo baiano pioneiro no indie rock tupiniquim e queridinho da cr&amp;iacute;tica nacional f&amp;atilde; da anglofilia extrema da banda. Isso n&amp;atilde;o &amp;eacute; dem&amp;eacute;rito &amp;ndash; o grupo criou cl&amp;aacute;ssicos como &amp;ldquo;Spleen&amp;rdquo; enquanto se mantinha no primeiro posto de uma confusa &amp;ldquo;resist&amp;ecirc;ncia rock&amp;rdquo; na terra do ax&amp;eacute;. A estreia solo do cantor (que garante que o brincando de deus segue na ativa) &amp;eacute; um disco triplo com 32 faixas, algo ousado por si s&amp;oacute;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De certa forma, parece um &amp;aacute;lbum da virada da d&amp;eacute;cada &amp;ndash; passada. O encarte tem um qu&amp;ecirc; do abstracionismo de Photoshop que encantou designers do final dos anos 90, ao passo que alguns dos efeitos eletr&amp;ocirc;nicos carregam timbres t&amp;iacute;picos do in&amp;iacute;cio dos 00. Mas n&amp;atilde;o deixes nenhum desses por&amp;eacute;ns te afastarem da obra. &amp;Eacute; claro que existem momentos mais irregulares, mas quando Messias acerta &amp;eacute; inspirador, iluminador e precioso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;ldquo;No Hay Banda&amp;rdquo;, que gira em torno do refr&amp;atilde;o, e &amp;ldquo;Who I Should Be&amp;rdquo; est&amp;atilde;o entre as melhores melodias que j&amp;aacute; comp&amp;ocirc;s e devem virar favoritas dos f&amp;atilde;s, enquanto &amp;ldquo;God, If You Can Hear Me&amp;rdquo; e &amp;ldquo;The Machines Are My Family&amp;rdquo; atualizam o cantor para o s&amp;eacute;culo XXI. &amp;Eacute; preciso certo esfor&amp;ccedil;o para superar a tend&amp;ecirc;ncia &amp;ldquo;totalizante&amp;rdquo; de um &amp;aacute;lbum conceitual, herdeiro do Radiohead (o Pink Floyd da sua gera&amp;ccedil;&amp;atilde;o), mas, uma vez mergulhado no mundo de Messias e na sua jornada quase budista, &amp;eacute; poss&amp;iacute;vel tamb&amp;eacute;m esquecer-se. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Por Amauri Stamboroski Jr.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;lt;/font&gt;
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    <published>2010-08-05T18:40:00Z</published>
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    <title>Akira Presidente . Meu Sotaque, Meu Flow Independente . 2010</title>
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<summary type="html">A trajetória do MC carioca Akira Presidente é bem recente: envolveu-se com o rap pela...</summary><content type="html">
            A trajetória do MC carioca Akira Presidente é bem recente: envolveu-se com o rap pela... 
&amp;lt;font&gt;A trajet&amp;oacute;ria do MC carioca &amp;lt;u&gt;&lt;a href=&quot;http://www.myspace.com/akirapresidente&quot;&gt;Akira Presidente&lt;/a&gt;&amp;lt;/u&gt; &amp;eacute; bem recente: envolveu-se com o rap pela lend&amp;aacute;ria festa Zoeira, que formou a maioria dos MCs do Rio. Mas, ali, Akira era s&amp;oacute; um frequentador, um estudante de Direito que ainda enxergava seu futuro dentro dessa profiss&amp;atilde;o. As rimas come&amp;ccedil;aram a roub&amp;aacute;-lo da advocacia anos depois, nas j&amp;aacute; famosas batalhas de MCs, como a Batalha do Real, da qual foi o primeiro campe&amp;atilde;o. O envolvimento cada vez maior com o rapo fez largar o est&amp;aacute;gio. O terno e a gravata se tornaram ent&amp;atilde;o adere&amp;ccedil;os para os palcos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O apelido vem do anim&amp;ecirc; de Katsuhiro Otomo e do lado &amp;ldquo;boa pra&amp;ccedil;a&amp;rdquo; que todos conhecem: Akira &amp;eacute; bem visto em qualquer &amp;aacute;rea. Na &amp;oacute;tima &amp;ldquo;Minha &amp;Aacute;rea&amp;rdquo;, uma desconstru&amp;ccedil;&amp;atilde;o do famoso &amp;ldquo;tamborz&amp;atilde;o&amp;rdquo; do funk carioca, ele cria uma batida com su&amp;iacute;ngue de sobra e boas rimas. Essa m&amp;uacute;sica &amp;eacute; um dos destaques do &amp;aacute;lbum, lan&amp;ccedil;ado em maio, com produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o de A.G. Soares, do Pent&amp;aacute;gono. Ecl&amp;eacute;ticas, as 12 faixas do &amp;aacute;lbum passam por diversos estilos: do boom bap nas faixas &amp;ldquo;Rimo Pelo Que Sou&amp;rdquo; e &amp;ldquo;Sou Eu T&amp;ocirc; Aqui&amp;rdquo;, com participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o inspirada de Max B.O., passando pela influ&amp;ecirc;ncia do samba na declara&amp;ccedil;&amp;atilde;o de amor &amp;agrave; sua cidade natal na faixa &amp;ldquo;Rio&amp;rdquo;, que traz ainda rimas de Sain, filho de Marcelo D2. Sobra bastante espa&amp;ccedil;o tamb&amp;eacute;m para can&amp;ccedil;&amp;otilde;es dedicadas &amp;agrave;s mulheres, como no single &amp;ldquo;Que Pena&amp;rdquo; e nas &amp;oacute;timas &amp;ldquo;Demina&amp;rdquo; e &amp;ldquo;N&amp;atilde; V&amp;aacute;&amp;rdquo;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro destaque fica por conta da agitada &amp;ldquo;Eu Vivo O Rap (A.AG.AK)&amp;rdquo;, sampleando Hypnotic Brass Ensemble com versos dos amigos pessoais Aori e Soares. &amp;ldquo;Meu Sotaque, Meu Flow&amp;rdquo; &amp;eacute; um disco de rap para todos os gostos e, com certeza, trar&amp;aacute; ainda mais votos positivos e f&amp;atilde;s para a carreira do Presidente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Por Daniel Tamenpi&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;lt;/font&gt;
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    <published>2010-08-02T15:03:00Z</published>
    <updated>2010-08-02T15:05:45Z</updated>
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    <title>The Black Keys . Brothers Nonesuch Records . 2010 </title>
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<summary type="html">O álbum de estreia de The Black Keys, “The Big Come Up”, de 2002, não disse muito sobre o que esperar...</summary><content type="html">
            O álbum de estreia de The Black Keys, “The Big Come Up”, de 2002, não disse muito sobre o que esperar...
&amp;lt;font&gt;O &amp;aacute;lbum de estreia de The Black Keys, &amp;ldquo;The Big Come Up&amp;rdquo;, de 2002, n&amp;atilde;o disse muito sobre o que esperar dos futuros trabalhos da dupla de Akron, Ohio. Oito anos e meia dezena de trabalhos depois, a avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; certeira: poucos m&amp;uacute;sicos desenvolveram tanto sua sonoridade em t&amp;atilde;o pouco tempo quanto eles. Culpa n&amp;atilde;o s&amp;oacute; das cat&amp;aacute;rticas apresenta&amp;ccedil;&amp;otilde;es ao vivo que impulsionaram o duo aos palcos principais de festivais como o Lollapalooza, mas tamb&amp;eacute;m da conviv&amp;ecirc;ncia com o monstro da m&amp;uacute;sica negra Ike Turner e com o produtor mais criativo do momento, Danger Mouse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem medo de caminhos desconhecidos, o duo lan&amp;ccedil;ou tamb&amp;eacute;m o projeto Blakroc, com gente como Mos Def, RZA e Pharoahe Monch. &amp;ldquo;Brothers&amp;rdquo;, o novo trabalho, mostra toda a experi&amp;ecirc;ncia musical acumulada ao longo dos anos e, &amp;agrave; cartilha hendrixiana dos &amp;ldquo;teclas pretas&amp;rdquo;, a dupla adicionou ao novo &amp;aacute;lbum elementos da Motown nos anos 60 e do glam rock dos 70 &amp;ndash; por exemplo, alguns timbres de guitarra &amp;agrave; la T-Rex ao longo do disco. Com produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o impec&amp;aacute;vel dos pr&amp;oacute;prios Dan Auerbach e Patrick Carney, &amp;eacute; trilha sonora para mofar dentro dos toca-discos em 2010. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Por Marcos Diego&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&amp;lt;/font&gt;
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    <published>2010-07-29T18:21:00Z</published>
    <updated>2010-07-29T18:25:57Z</updated>
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    <title>2010 FIFA World Cup South Africa EA Sports . 2010</title>
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<summary type="html">A Copa do Mundo está aí. E, como todos sabem, na pátria de chuteiras o nobre esporte bretão é prioridade...</summary><content type="html">
            A Copa do Mundo está aí. E, como todos sabem, na pátria de chuteiras o nobre esporte bretão é prioridade...
&amp;lt;font&gt;A Copa do Mundo est&amp;aacute; a&amp;iacute;. E, como todos sabem, na p&amp;aacute;tria de chuteiras o nobre esporte bret&amp;atilde;o &amp;eacute; prioridade. A s&amp;eacute;rie FIFA est&amp;aacute; de volta pouco tempo depois do lan&amp;ccedil;amento de &amp;ldquo;FIFA 10&amp;rdquo;, repaginado como &amp;ldquo;2010 FIFA World Cup South &amp;Aacute;frica&amp;rdquo;. Mesmo sendo uma vers&amp;atilde;o com leves modifica&amp;ccedil;&amp;otilde;es de seu irm&amp;atilde;o mais velho, o game traz novidades, caracter&amp;iacute;sticas e estilo o bastante para se garantir como um jogo pr&amp;oacute;prio. A grande atra&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; o simples fato de poder jogar a Copa como ela ser&amp;aacute; jogada, com sua tabela real e a recria&amp;ccedil;&amp;atilde;o de todos os est&amp;aacute;dios do Mundial da &amp;Aacute;frica do Sul. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As escala&amp;ccedil;&amp;otilde;es das equipes n&amp;atilde;o s&amp;atilde;o ainda as finais &amp;ndash; Ronaldinho Ga&amp;uacute;cho, Adriano, Beckham e outros ainda fazem parte de seus escretes &amp;ndash;, mas atualiza&amp;ccedil;&amp;otilde;es online gratuitas permitem alterar os esquadr&amp;otilde;es para deix&amp;aacute;-los tal como na competi&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&amp;nbsp; Mas isso &amp;eacute; s&amp;oacute; o come&amp;ccedil;o. H&amp;aacute; v&amp;aacute;rias op&amp;ccedil;&amp;otilde;es de jogo em &amp;ldquo;2010 FIFA World Cup South &amp;Aacute;frica&amp;rdquo;. Talvez a mais divertida delas seja o &amp;ldquo;Story of Qualifying&amp;rdquo;, em que voc&amp;ecirc; tem de se virar em situa&amp;ccedil;&amp;otilde;es reais de partidas das Eliminat&amp;oacute;rias, como a dram&amp;aacute;tica partida entre Argentina e Peru, aquela do mergulho do Maradona, ou Irlanda x Fran&amp;ccedil;a, o jogo da &amp;ldquo;m&amp;atilde;ozinha&amp;rdquo; de Henry. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O realismo &amp;eacute; tamanho que um servi&amp;ccedil;o durante o torneio de 2010 prover&amp;aacute; gratuitamente mais conte&amp;uacute;do desse tipo.&amp;nbsp; A parte online tamb&amp;eacute;m impressiona. Al&amp;eacute;m de jogar amistosos, o jogador pode encarar uma recria&amp;ccedil;&amp;atilde;o da Copa do Mundo, que transforma seus advers&amp;aacute;rios online em companheiros de grupo ou rivais nos mata-mata. O visual e a f&amp;iacute;sica do game tiveram uma leve melhora, mas as cenas de corte, com torcida e t&amp;eacute;cnicos (aqui com muito mais destaque, aparecendo na beira do gramado) est&amp;atilde;o toscas.&amp;nbsp; Por&amp;eacute;m, nada que atrapalhe durante as partidas, o que realmente importa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Por Rafael Argemon&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;lt;/font&gt;
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    <published>2010-07-27T19:55:00Z</published>
    <updated>2010-07-27T19:57:01Z</updated>
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    <title>Herv&#233; Bourhis . O Pequeno Livro do Rock Conrad Editora . 2010 </title>
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<summary type="html">Conheço poucas pessoas que conseguem ser tão rigorosamente chatas em assuntos que me interessam...</summary><content type="html">
            Conheço poucas pessoas que conseguem ser tão rigorosamente chatas em assuntos que me interessam...
&amp;lt;font&gt;Conhe&amp;ccedil;o poucas pessoas que conseguem ser t&amp;atilde;o rigorosamente chatas em assuntos que me interessam quanto eu mesmo. Rock e quadrinhos s&amp;atilde;o dois dos assuntos que sempre tiveram meu apre&amp;ccedil;o. Dito isso, o &amp;aacute;lbum do franc&amp;ecirc;s&amp;nbsp; Herv&amp;eacute; Bourhis, uma hist&amp;oacute;ria do rock em quadrinhos que virou um mega sucesso na Fran&amp;ccedil;a e lhe garantiu espa&amp;ccedil;o nos maiores jornais e revistas do Brasil, me chamou a aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o de imediato.&amp;ldquo;Jamais tive uma overdose; n&amp;atilde;o vi os Sex Pistols no Chalet du Lac; n&amp;atilde;o estive no Bronx nos prim&amp;oacute;rdios do hip-hop; n&amp;atilde;o vi os Beatles ao vivo no &amp;ldquo;Ed Sullivan Show (...)&amp;rdquo;; n&amp;atilde;o sou um cr&amp;iacute;tico de rock profissional; n&amp;atilde;o tenho vontade de ser completo, objetivo ou de boa-f&amp;eacute;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em suma, n&amp;atilde;o tenho nenhuma legitimidade para escrever este livro, e foi por todas essas raz&amp;otilde;es que mesmo assim o escrevi.&amp;rdquo; Apesar desse mea culpa logo na introdu&amp;ccedil;&amp;atilde;o da obra, &amp;eacute; evidente que o autor se delicia ao compartilhar seu conhecimento sobre o assunto e falar de sua cole&amp;ccedil;&amp;atilde;o de discos. E, para um chato, alguns erros pululam aqui e ali na obra. Mas, no frigir dos ovos, o livro &amp;eacute; aquele presente perfeito para seu amigo fan&amp;aacute;tico por m&amp;uacute;sica &amp;ndash; como obra de quadrinhos o interesse &amp;eacute; bem restrito, diga-se de passagem &amp;ndash; que nutre paix&amp;atilde;o por listas de m&amp;uacute;sicas, gosta de rivalizar artistas, enfim: que nutre uma rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o com a m&amp;uacute;sica tal o c&amp;eacute;lebre personagem principal do livro &amp;ldquo;Alta Fidelidade&amp;rdquo;, de Nick Hornby. Livro ideal para colocar na mesa da sala, de leitura leve e prazerosa, mesmo para os mais chatos. &lt;em&gt;Este livro pode ser encontrado na loja do espa&amp;ccedil;o +Soma.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Por Arthur Dantas&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;lt;/font&gt;
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    <published>2010-07-06T21:17:00Z</published>
    <updated>2010-07-06T21:20:26Z</updated>
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    <title>Salve Jorge! . Box com 14 CDs de Jorge Ben Universal Music . 2010</title>
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<summary type="html">Neste tempo de poucos (re)lançamentos históricos no país, a combalida...</summary><content type="html">
            Neste tempo de poucos (re)lançamentos históricos no país, a combalida...
&lt;p&gt;&amp;lt;font&gt;Neste tempo de poucos (re)lan&amp;ccedil;amentos hist&amp;oacute;ricos no pa&amp;iacute;s, a combalida ind&amp;uacute;stria finalmente colocou no mercado um conjunto de &amp;aacute;lbuns que sintetiza o brilho de um artista que sempre esteve um passo adiante de todos os seus pares. Jorge colocou o negro em evid&amp;ecirc;ncia como assunto pop na m&amp;uacute;sica brasileira, reinventou das formas mais absurdas a maneira de fazer declara&amp;ccedil;&amp;otilde;es de amor, fez o samba virar rock sem trair nem um nem outro e recriou a maneira de tocar viol&amp;atilde;o (&amp;ldquo;ele tem uma escola de samba inteira na m&amp;atilde;o direita&amp;rdquo; teria dito Gilberto Gil, outro mestre do instrumento). &amp;lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;lt;font&gt;O poder de contamina&amp;ccedil;&amp;atilde;o da est&amp;eacute;tica de Jorge Ben &amp;eacute; polivalente e paradoxal, tornando-o, em um pa&amp;iacute;s prenhe de m&amp;uacute;sicos superlativos, uma admirada e linda pedra no caminho da m&amp;uacute;sica popular, que, por mais estudada que seja, guarda algum segredo n&amp;atilde;o revelado &amp;ndash; tal qual os alquimistas e o misticismo inocente/criativo da sua trinca sagrada &amp;ldquo;T&amp;aacute;buas de Esmeraldas&amp;rdquo; (1974), &amp;ldquo;Solta o Pav&amp;atilde;o&amp;rdquo; (1975) e &amp;ldquo;&amp;Aacute;frica Brasil&amp;rdquo; (1976). E &amp;eacute; bom que se diga: muitos artistas pern&amp;oacute;sticos atuais podem discorrer sobre sua pr&amp;oacute;pria genialidade e sua inser&amp;ccedil;&amp;atilde;o na tradi&amp;ccedil;&amp;atilde;o e quetais, mas nunca chegar&amp;atilde;o ao arranjo est&amp;eacute;tico e conceitual que os tr&amp;ecirc;s &amp;aacute;lbuns oferecem. Isso sem falar da voca&amp;ccedil;&amp;atilde;o inigual&amp;aacute;vel das can&amp;ccedil;&amp;otilde;es de Jorge Ben para as multid&amp;otilde;es.&amp;lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;lt;font&gt;Al&amp;eacute;m da remasteriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de todos os discos e da fidelidade canina aos projetos gr&amp;aacute;ficos originais, a caixa traz todas as letras e textos breves e elucidativos da jornalista Ana Maria Bahiana para cada um dos trabalhos. Do revolucion&amp;aacute;rio &amp;ldquo;Samba Esquema Novo&amp;rdquo; (1963) at&amp;eacute; o j&amp;aacute; citado &amp;ldquo;&amp;Aacute;frica Brasil&amp;rdquo;, s&amp;atilde;o incont&amp;aacute;veis os hits com cara de revolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o musical, como &amp;ldquo;Mas Que Nada&amp;rdquo;, &amp;ldquo;Chove Chuva&amp;rdquo;, &amp;ldquo;Charles Anjo 45&amp;rdquo;, &amp;ldquo;O Telefone Tocou Novamente&amp;rdquo;, &amp;ldquo;Os Alquimistas Est&amp;atilde;o Chegando&amp;rdquo;, &amp;ldquo;Errare Hummanun Est&amp;rdquo;, &amp;ldquo;Jorge Well&amp;rdquo; (um i&amp;ecirc; i&amp;ecirc; i&amp;ecirc; psicod&amp;eacute;lico), &amp;ldquo;Comanche&amp;rdquo;, &amp;ldquo;Ponta de Lan&amp;ccedil;a Africano (Umbabarauma)&amp;rdquo;&amp;nbsp; &amp;ndash; tema baseado em uma insana releitura de riffs de Chuck Berry &amp;ndash;, e as bel&amp;iacute;ssimas e menos conhecidas &amp;ldquo;Porque &amp;eacute; Proibido Pisar na Grama&amp;rdquo;, &amp;ldquo;Toda Colorida&amp;rdquo;, &amp;ldquo;Paz e Arroz&amp;rdquo; e &amp;ldquo;Jesualda&amp;rdquo;. &amp;lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;lt;font&gt;Como se n&amp;atilde;o bastasse, h&amp;aacute; tamb&amp;eacute;m o incr&amp;iacute;vel encontro entre Jorge Ben e Gilberto Gil de 1975 &amp;ndash; uma apresenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o descontra&amp;iacute;da e hipn&amp;oacute;tica dos dois para recepcionar o guitarrista Eric Clapton, que, boquiaberto, exigiu da gravadora a grava&amp;ccedil;&amp;atilde;o de um &amp;aacute;lbum com ambos. No CD duplo de raridades e in&amp;eacute;ditas, h&amp;aacute; p&amp;eacute;rolas como o &amp;ldquo;Hino do Flamengo&amp;rdquo;(homenagem ao seu time do cora&amp;ccedil;&amp;atilde;o), &amp;ldquo;Cosa Nostra&amp;rdquo;, &amp;ldquo;Voc&amp;ecirc; N&amp;atilde;o &amp;eacute; Maria Mas &amp;eacute; Cheia de Gra&amp;ccedil;a&amp;rdquo;, &amp;ldquo;Maria Luiza&amp;rdquo; e &amp;ldquo;Mano Caetano&amp;rdquo;, gravada com Maria Beth&amp;acirc;nia. Lan&amp;ccedil;amento do ano, trata-se de uma colet&amp;acirc;nea fundamental para entender o potencial de uma m&amp;uacute;sica popular e realmente criativa. Compre agora, sorria depois. &lt;br /&gt;&amp;lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;lt;font&gt;&lt;em&gt;Por Arthur Dantas&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
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    <published>2010-06-29T19:36:00Z</published>
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    <title>The Convoy Tour . 25 Years of The Ex Ex Records . 2009</title>
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<summary type="html">“Todo o evento foi o resultado de nossos 25 anos no coração da nova música...</summary><content type="html">
            “Todo o evento foi o resultado de nossos 25 anos no coração da nova música...
&amp;lt;font&gt;&amp;ldquo;Todo o evento foi o resultado de nossos 25 anos no cora&amp;ccedil;&amp;atilde;o da nova m&amp;uacute;sica. Foi uma jornada de inesperadas combina&amp;ccedil;&amp;otilde;es e viagens muito longas: todas as noites foram repletas de surpresas e espanto.&amp;rdquo; A frase, dos membros do The Ex, a mais inspirada/inspiradora e criativa for&amp;ccedil;a do punk desde que o Fugazi entrou em um hiato indefinido, fala um pouco dessa reuni&amp;atilde;o de artistas t&amp;atilde;o distintos oferecida por eles ap&amp;oacute;s a comemora&amp;ccedil;&amp;atilde;o de seus 25 anos, em novembro de 2004, e registrada neste DVD. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao contr&amp;aacute;rio de artistas ca&amp;ccedil;a-n&amp;iacute;queis como Rolling Stones, com sua pat&amp;eacute;tica celebra&amp;ccedil;&amp;atilde;o careta de uma eterna juventude, o Ex &amp;eacute; um grupo que se reinventa de tempos e tempos, e as trocas/parcerias/projetos s&amp;atilde;o um leitmotiv crucial para tanto. De Tortoise ao Sonic Youth, do Mekons ao grupo de improv ICP e o falecido violoncelista Tom Cora, todos tiveram envolvimento com esse n&amp;uacute;cleo que come&amp;ccedil;ou, fruto de seu tempo, em uma ocupa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, permeado pelo punk e pelos ideais anarquistas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O comboio de 35 artistas de todo o planeta enfurnados em um &amp;ocirc;nibus para seis apresenta&amp;ccedil;&amp;otilde;es ap&amp;oacute;s a celebra&amp;ccedil;&amp;atilde;o de dois dias em Amsterdam reuniu do septuagen&amp;aacute;rio saxofonista et&amp;iacute;ope Getatchew Mekurya &amp;agrave; dan&amp;ccedil;arina japonesa Hisako Horikawa, do poeta sonoro franc&amp;ecirc;s Anne-James Chaton ao rock selvagem dos italianos do Zuo ou o duo The Evens, dos Estados Unidos, al&amp;eacute;m de outros m&amp;uacute;sicos e do pr&amp;oacute;prio The Ex. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas imagens captadas pelo influente cineasta underground Jem Cohen (que j&amp;aacute; fizera clipes para R.E.M e Elliott Smith, al&amp;eacute;m do document&amp;aacute;rio do Fugazi e um outro DVD do Ex retratando uma apresenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o da banda em Nova York), a felicidade resultante do encontro de pessoas t&amp;atilde;o distintas reafirma a vitalidade de uma comunidade criativa internacional que mant&amp;eacute;m o idealismo independente vivo e ainda &amp;eacute; relevante para entender o passado, o presente e o futuro da m&amp;uacute;sica feita por pessoas que n&amp;atilde;o buscam a catarse e a explos&amp;atilde;o sonora, e sim uma m&amp;uacute;sica sem media&amp;ccedil;&amp;atilde;o que volte a alimentar os sonhos de uma comunidade. Assistindo ao DVD, &amp;eacute; imposs&amp;iacute;vel n&amp;atilde;o se espantar com o sentido de urg&amp;ecirc;ncia e atualidade com que os membros do Ex encaram seu of&amp;iacute;cio. &lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;Por Arthur Dantas&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;lt;/font&gt;
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    <published>2010-06-21T14:34:00Z</published>
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    <title>Rock Rocket . EP Vyniland . 2010 </title>
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<summary type="html">Rock de roqueiro. Um belo termo para dizer que alguém faz um rock não ditado por cânones ou modismos?...</summary><content type="html">
            Rock de roqueiro. Um belo termo para dizer que alguém faz um rock não ditado por cânones ou modismos?...
&amp;lt;font&gt;Rock de roqueiro. Um belo termo para dizer que algu&amp;eacute;m faz um rock n&amp;atilde;o ditado por c&amp;acirc;nones ou modismos? Rock sem media&amp;ccedil;&amp;atilde;o de qualquer tipo, direto e &amp;ldquo;visceral&amp;rdquo; &amp;ndash; para usar o jarg&amp;atilde;o da idiotia cr&amp;iacute;tica reinante? Em tese, nenhuma dessas defini&amp;ccedil;&amp;otilde;es s&amp;atilde;o l&amp;aacute; do meu agrado, mas, desde que o circuito dos festivais independentes se estabeleceu no Brasil, elas se tornaram chav&amp;atilde;o para definir grande parte dos artistas em destaque nessa seara &amp;ndash; Macaco Bong, Black Drawing Chalks etc. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Rock Rocket, de S&amp;atilde;o Paulo, joga nesse esquema: garage rock, letras pouco elaboradas, celebra&amp;ccedil;&amp;atilde;o de temas ligados &amp;agrave; juventude, divers&amp;atilde;o, baixo, bateria e guitarra sujas e diretas, e refr&amp;atilde;o para ser cantado derrubando litros de cerveja na banda e na plateia. Nada disso &amp;eacute; necessariamente ruim, a menos que voc&amp;ecirc; n&amp;atilde;o seja um membro da TFP ou coisa do tipo. O rock n&amp;rsquo;roll em seus prim&amp;oacute;rdios tratou exatamente disto: universalizar, cristalizar e imortalizar o momento mais marcante da vida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que muda no Rock Rocket nesse classudo EP em vinil de 45 rota&amp;ccedil;&amp;otilde;es &amp;eacute; que nas suas tr&amp;ecirc;s faixas o grupo migrou de um punk rock inicialmente mais ordin&amp;aacute;rio para um rebuscamento seco &amp;agrave; moda de um The Who, Slade, Dr. Feelgood ou New York Dolls. Aquele v&amp;aacute;cuo entre o hard rock e o que se convencionou chamar de punk rock. Enfim, rock para curtir sem pensar no futuro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Por Arthur Dantas&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;lt;/font&gt;
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    <published>2010-06-15T15:32:00Z</published>
    <updated>2010-06-15T15:32:28Z</updated>
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    <title>Gonjasufi . A Sufi And A Killer Warp . 2010</title>
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<summary type="html">Filho de mãe mexicana e pai americano de origem egípcia, Sumach Ecks é MC, cantor, DJ e professor de ioga...</summary><content type="html">
            Filho de mãe mexicana e pai americano de origem egípcia, Sumach Ecks é MC, cantor, DJ e professor de ioga...
&amp;lt;font&gt;Filho de m&amp;atilde;e mexicana e pai americano de origem eg&amp;iacute;pcia, Sumach Ecks &amp;eacute; MC, cantor, DJ e professor de ioga. Nasceu em San Diego, na Calif&amp;oacute;rnia, mas atualmente vive no Deserto de Nevada, em Las Vegas. Ligado ao hip-hop experimental desde os anos 90, foi membro do coletivo Masters Of Universe, que nunca lan&amp;ccedil;ou nada oficialmente, mas fazia um som que se tornaria tend&amp;ecirc;ncia com os selos Anticon e Def Jux. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A categoriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o como hip-hop, por&amp;eacute;m, &amp;eacute; restrita demais para definir sua m&amp;uacute;sica atual. O que chama aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o logo de cara &amp;eacute; a forma como ele usa a voz, cantando de uma maneira ora tensa e suja, ora tranquila e calma, que o m&amp;uacute;sico justifica como um padr&amp;atilde;o vocal ligado ao ensino da ioga e para a qual confessa ainda estar em busca de aperfei&amp;ccedil;oamento. O resultado da jun&amp;ccedil;&amp;atilde;o desse estilo a uma enxurrada de efeitos como delays e reverbs n&amp;atilde;o &amp;eacute; nada normal, e &amp;agrave;s vezes beira o ca&amp;oacute;tico. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As letras s&amp;atilde;o m&amp;iacute;sticas, com mensagens que v&amp;atilde;o do c&amp;eacute;u ao inferno, sufismo, confiss&amp;otilde;es po&amp;eacute;ticas, desordens mentais e outras loucuras. Para criar a base de suas mensagens, &lt;a href=&quot;http://www.myspace.com/gonjasufi&quot;&gt;&amp;lt;u&gt;Gonjasufi&amp;lt;/u&gt;&lt;/a&gt; cercou-se de um trio de bruxos na produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o: Flying Lotus, The Gaslamp Killer e Mainframe, pupilo de J. Dilla. Batidas encaradas como mantras psicod&amp;eacute;licos, com timbres incomuns, guitarras estridentes, samples obscuros, c&amp;iacute;taras e muitas refer&amp;ecirc;ncias &amp;agrave; musicalidade do Oriente M&amp;eacute;dio, passando pelo dub, punk e folk. Um &amp;aacute;lbum t&amp;atilde;o surpreendente que transcende os r&amp;oacute;tulos dispon&amp;iacute;veis atualmente, criando talvez um estilo lis&amp;eacute;rgico p&amp;oacute;s-moderno que s&amp;oacute; o futuro saber&amp;aacute; definir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Por Daniel Tamenpi&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;lt;/font&gt;
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      <name>tiago</name>
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    <published>2010-06-11T19:56:00Z</published>
    <updated>2010-06-11T20:00:39Z</updated>
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    <title>M. Takara 3 . Sobre Todas e Qualquer Coisa Desmonta Discos . 2010 </title>
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<summary type="html">A primeira faixa exala ambiência kraut rock e a espacialidade dos sons eletrônicos...</summary><content type="html">
            A primeira faixa exala ambiência kraut rock e a espacialidade dos sons eletrônicos...
&amp;lt;font&gt;A primeira faixa exala ambi&amp;ecirc;ncia kraut rock e a espacialidade dos sons eletr&amp;ocirc;nicos. Logo, surge uma percuss&amp;atilde;o. Bateria. Chega a segunda faixa, e a abstra&amp;ccedil;&amp;atilde;o vai ganhando uma batida mais identific&amp;aacute;vel. Bem-vindo ao rec&amp;eacute;m-organizado universo de &lt;a href=&quot;http://bit.ly/dbMsTp&quot;&gt;&amp;lt;u&gt;M. Takara&amp;lt;/u&gt;&lt;/a&gt; e seus dois comparsas, Roger (tamb&amp;eacute;m do Hurtmold, assim como Takara) e Guilherme Val&amp;eacute;rio, respons&amp;aacute;vel pela guitarra que pontua as batidas de bateria e percuss&amp;atilde;o ao longo do &amp;aacute;lbum. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lan&amp;ccedil;ado dois anos ap&amp;oacute;s &amp;ldquo;Ocupado Como Gado Com Nada Para Fazer&amp;rdquo; &amp;ndash; sua primeira tentativa de expandir seu trabalho solo rumo a um grupo &amp;ndash;, &amp;ldquo;Sobre Todas e Qualquer Coisa&amp;rdquo;, al&amp;eacute;m da menor incid&amp;ecirc;ncia de elementos eletr&amp;ocirc;nicos, ganhou estofo tamb&amp;eacute;m com letras que, como diz o t&amp;iacute;tulo, trazem cr&amp;ocirc;nicas um tanto sarc&amp;aacute;sticas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta definitivamente &amp;eacute; uma obra com o tamanho da ambi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de seu criador: comunicativa, estranha, com uma esfera de experimenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o pop que segue a linha de Eternals ou Four Tet, mas com uma dic&amp;ccedil;&amp;atilde;o definitivamente brasileira e paulistana. A faixa &amp;ldquo;Rei da Cocada&amp;rdquo; &amp;eacute; prova: n&amp;atilde;o se engane com a percuss&amp;atilde;o, que poderia ser o dado de brasilidade: s&amp;atilde;o justamente os elementos &amp;ldquo;exteriores&amp;rdquo;, o sax e o trompete em rompantes free jazz, a eletr&amp;ocirc;nica e a letra, que transformam o projeto em um grupo t&amp;atilde;o ambicioso quanto o Hurtmold. Ganha todo mundo, inclusive o pr&amp;oacute;prio Takara, que conseguiu ordenar toda sua experi&amp;ecirc;ncia com as programa&amp;ccedil;&amp;otilde;es, os teclados e os recursos eletr&amp;ocirc;nicos em um grupo que destaca seu toque de autor de forma nada condescendente, favorecendo a constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o de uma nova tradi&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;Por Arthur Dantas &lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;lt;/font&gt;
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    <updated>2010-06-09T20:47:20Z</updated>
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    <title>Neill Blomkamp . Distrito 9 Tristar Pictures/Block/Hanson . 2010</title>
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<summary type="html">Quando a onda de filmes na favela já aparentava ter dado no saco...</summary><content type="html">
            Quando a onda de filmes na favela já aparentava ter dado no saco... 
&amp;lt;font&gt;Quando a onda de filmes na favela j&amp;aacute; aparentava ter dado no saco &amp;ndash; especialmente com aquela pataquada-pra-americano-sentir-culpinha de &amp;ldquo;Quem Quer Ser Um Milion&amp;aacute;rio&amp;rdquo; &amp;ndash;, o cineasta sul-africano Neill Bloomkamp mostrou que o fil&amp;atilde;o ainda tem muita lenha pra queimar. Em &amp;ldquo;Distrito 9&amp;rdquo;, apadrinhado pelo pica-grossa Peter Jackson, ele n&amp;atilde;o s&amp;oacute; inventou sozinho todo um g&amp;ecirc;nero (que alguns t&amp;ecirc;m chamado de &amp;ldquo;favela sci-fi&amp;rdquo;), como ensinou li&amp;ccedil;&amp;otilde;es valiosas &amp;agrave; ind&amp;uacute;stria do cinema. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inteiramente rodado nas favelas de Soweto, em Joanesburgo, com um or&amp;ccedil;amento min&amp;uacute;sculo para os padr&amp;otilde;es de Hollywood (e com retorno financeiro estrondoso), Distrito 9 conta a hist&amp;oacute;ria de uma nave perdida de alien&amp;iacute;genas que estaciona sobre a cidade. Contrariando as expectativas dos terr&amp;aacute;queos, os et&amp;ecirc;s est&amp;atilde;o fragilizados pela fome, s&amp;atilde;o sujos, horrendos e est&amp;uacute;pidos. Em vez de ajudar a Terra a evoluir, tentar nos conquistar ou ao menos explodir o planeta, eles logo se tornam mais um indesej&amp;aacute;vel dejeto social em uma metr&amp;oacute;pole j&amp;aacute; ca&amp;oacute;tica. Isolados em um gueto em Soweto, est&amp;atilde;o prestes a ser removidos para um local ainda pior, em uma opera&amp;ccedil;&amp;atilde;o higienista do governo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A contagem regressiva da bomba-rel&amp;oacute;gio come&amp;ccedil;a quando o chefe da opera&amp;ccedil;&amp;atilde;o, o burocrata panaca Wikus van de Merwe, acaba se envolvendo com os aliens em uma trama bizarra e repulsiva (n&amp;atilde;o vou dar detalhes para n&amp;atilde;o estragar a surpresa de quem n&amp;atilde;o viu o filme no cinema, mas a divers&amp;atilde;o vale cada segundo). No decorrer da hist&amp;oacute;ria, o papel de Wikus &amp;eacute; invertido: de carrasco, ele passa a her&amp;oacute;i da resist&amp;ecirc;ncia. Completamente contra sua vontade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos extras do DVD, quem j&amp;aacute; viu o filme n&amp;atilde;o pode perder o document&amp;aacute;rio &amp;ldquo;A Agenda Alien&amp;iacute;gena&amp;rdquo; &amp;ndash; &amp;ldquo;Di&amp;aacute;rio do Cineasta&amp;rdquo;, que conta a saga de Bloomkamp desde o curta &amp;ldquo;Alive in Joburg&amp;rdquo;, de 2005, pontap&amp;eacute; inicial de &amp;ldquo;Distrito 9&amp;rdquo;. H&amp;aacute; belos depoimentos do elenco &amp;ndash; em especial do genial Sharlto Copley, que faz o papel de Wikus &amp;ndash; e detalhes sobre os efeitos especiais, que praticamente n&amp;atilde;o usaram computadores e produziram efeitos t&amp;atilde;o impressionantes quanto os de um &amp;ldquo;Avatar&amp;rdquo; (e muito mais sujos). Item essencial n&amp;atilde;o s&amp;oacute; para f&amp;atilde;s de fic&amp;ccedil;&amp;atilde;o cient&amp;iacute;fica, mas para qualquer apreciador de um cinema inteligente, desafiador e n&amp;atilde;o acomodado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Por Mateus Potumati&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;lt;/font&gt;
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