<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<feed xml:lang="en-US" xmlns="http://www.w3.org/2005/Atom">
  <title>+SOMA . SUA DOSE DI&#193;RIA DE CULTURA INDEPENDENTE - +REVIEWS</title>
  <id>tag:www.maissoma.com,2010:mephisto/reviews</id>
  <generator uri="http://mephistoblog.com" version="0.7.3">Mephisto Noh-Varr</generator>
  <link href="http://www.maissoma.com/feed/reviews/atom.xml" rel="self" type="application/atom+xml"/>
  <link href="http://www.maissoma.com/reviews" rel="alternate" type="text/html"/>
  <updated>2010-03-12T19:04:57Z</updated>
  <entry xml:base="http://www.maissoma.com/pt">
    <author>
      <name>tiago</name>
    </author>
    <id>tag:www.maissoma.com,2010-03-12:1360</id>
    <published>2010-03-12T19:01:00Z</published>
    <updated>2010-03-12T19:04:57Z</updated>
    <category term="+REVIEWS"/>
    <link href="http://www.maissoma.com/2010/3/12/hot-chip-one-life-stand" rel="alternate" type="text/html"/>
    <title>Hot Chip . One Life Stand</title>
    <link href="http://www.maissoma.com/assets/2010/3/12/hot-chip-one-life-stand-alb_1.jpg" title="hot-chip-one-life-stand-alb_1.jpg" rel="enclosure" type="image/jpeg" length="9912"/>
<summary type="html">É muito fácil se deixar encantar pelo Hot Chip. Mestres da dance music com refrão...</summary><content type="html">
            É muito fácil se deixar encantar pelo Hot Chip. Mestres da dance music com refrão...
&lt;p&gt;&amp;lt;font&gt;EMI . 2010&lt;br /&gt;&amp;lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;lt;font&gt;&amp;Eacute; muito f&amp;aacute;cil se deixar encantar pelo Hot Chip. Mestres da dance music com refr&amp;atilde;o, eles pavimentaram o caminho do sucesso com hits para as pistas como a grudenta &amp;ldquo;Over and Over&amp;rdquo; e a suave &amp;ldquo;Ready for the Floor&amp;rdquo;. Em &amp;quot;One Life Stand&amp;quot;, seu quarto &amp;aacute;lbum, o quinteto de Londres se desafia a manter o equil&amp;iacute;brio t&amp;ecirc;nue entre os dois sentidos da palavra &amp;ldquo;balada&amp;rdquo;. A faixa-t&amp;iacute;tulo &amp;eacute; um caleidosc&amp;oacute;pio clean de efeitos musicais quase sampleados &amp;ndash; guitarras, sintetizadores e at&amp;eacute; steel-drums (o novo cowbell) convivem em harmonia. &amp;lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;lt;font&gt;Ainda na se&amp;ccedil;&amp;atilde;o mais dan&amp;ccedil;ante, parece que a &amp;eacute;poca das suas influ&amp;ecirc;ncias avan&amp;ccedil;a da disco dos anos 1970 para a m&amp;uacute;sica eletr&amp;ocirc;nica dos anos 1990. A impaciente &amp;ldquo;We Have Love&amp;rdquo; parece ter os efeitos roubados de um MPC de r&amp;aacute;dio de flash house, enquanto &amp;ldquo;I Feel Better&amp;rdquo; ensina o sentido da express&amp;atilde;o &amp;ldquo;poper&amp;ocirc;&amp;rdquo; para as novas gera&amp;ccedil;&amp;otilde;es, com direito &amp;agrave; melodia de &amp;ldquo;La Isla Bonita&amp;rdquo; no refr&amp;atilde;o. &amp;lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;lt;font&gt;Por&amp;eacute;m, ao lado do baixinho e fren&amp;eacute;tico Alexis Varley, repousa o barbudo e gordinho Joe Goddard, respons&amp;aacute;vel por explorar os potenciais musicais mais contemplativos do grupo. O resultado s&amp;atilde;o folks eletr&amp;ocirc;nicos tramados com simplicidade, como na serena &amp;ldquo;Slush&amp;rdquo;, em que as linhas vocais dialogam at&amp;eacute; se tornarem uma doce can&amp;ccedil;&amp;atilde;o de ninar &amp;ndash; afinal, no fim da festa e no fim da noite, ainda h&amp;aacute; beleza a ser celebrada. &amp;lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;&amp;lt;font&gt;Por Amauri Stamboroski Jr.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;lt;/font&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
          </content>  </entry>
  <entry xml:base="http://www.maissoma.com/pt">
    <author>
      <name>tiago</name>
    </author>
    <id>tag:www.maissoma.com,2010-03-11:1358</id>
    <published>2010-03-11T13:48:00Z</published>
    <updated>2010-03-11T13:54:00Z</updated>
    <category term="+REVIEWS"/>
    <link href="http://www.maissoma.com/2010/3/11/daniel-sinker-org-nao-devemos-nada-a-voce" rel="alternate" type="text/html"/>
    <title>N&#227;o Devemos Nada a Voc&#234; . Daniel Sinker (org) </title>
    <link href="http://www.maissoma.com/assets/2010/3/11/thumb.livro_1.jpg" title="thumb.livro_1.jpg" rel="enclosure" type="image/jpeg" length="11399"/>
<summary type="html">Década de 1990. Imagine uma realidade musical em que as rádios locais estadunidenses...</summary><content type="html">
            Década de 1990. Imagine uma realidade musical em que as rádios locais estadunidenses...
&lt;p&gt;&amp;lt;font&gt;Edi&amp;ccedil;&amp;otilde;es Ideal . 2010&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;D&amp;eacute;cada de 1990. Imagine uma realidade musical em que as r&amp;aacute;dios locais estadunidenses n&amp;atilde;o tenham sido engolidas por monop&amp;oacute;lios que determinem uma programa&amp;ccedil;&amp;atilde;o geral para todas as suas retransmissoras, uma realidade em que o grunge n&amp;atilde;o tenha transformado contesta&amp;ccedil;&amp;atilde;o e independ&amp;ecirc;ncia em moda e aliena&amp;ccedil;&amp;atilde;o, em que gravadoras independentes como a SST tenham pagado direito artistas como o Sonic Youth e este nunca tenha ido para uma major, uma realidade em que a m&amp;uacute;sica &amp;eacute; o foco e n&amp;atilde;o a imagem que ela sugere sendo ditada por uma emissora como a MTV. Em que o movimento anticapitalista, cujo &amp;aacute;pice foi o tumulto em Seattle em 1999, n&amp;atilde;o tenha se dispersado, espetacularizado.&amp;lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;lt;font&gt; Tudo isso para dizer que essa realidade alternativa seria a da cultura fa&amp;ccedil;a-voc&amp;ecirc;-mesmo inspirada no peace punk de um Crass ou Zounds, que teve seu apogeu nos EUA com o Fugazi e figuras como Jello Biafra, Steve Albini, Mike Watt, Kathleen Hanna e Ian MacKaye, por exemplo. Um lugar onde diversidade era o foco, e processo e resultado final eram indissoci&amp;aacute;veis. Pol&amp;iacute;tica era algo natural em uma cena que incentivava/discutia todas as esferas da vida. Justamente pela fal&amp;ecirc;ncia desse projeto &amp;eacute; que o livro &amp;quot;N&amp;atilde;o Devemos Nada a Voc&amp;ecirc;&amp;quot;, organizado pelo editor do espetacular fanzine &amp;quot;Punk Planet&amp;quot;, Daniel Sinker, parece falar de algo que n&amp;atilde;o dialoga com a cultura jovem atual. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns fanzines, como &amp;quot;Flipside&amp;quot; e &amp;quot;Maximunrocknrol&amp;quot;l, chegaram a tiragens na casa da centena de milhares nos EUA. O Punk Planet apareceu j&amp;aacute; durante o decl&amp;iacute;nio dessa ideia de pensar a m&amp;uacute;sica independente como a express&amp;atilde;o de uma comunidade. Sua qualidade principal era resgatar a pluralidade que havia se perdido no punk rock, tanto por sua fraquezas como pela sua coopta&amp;ccedil;&amp;atilde;o traum&amp;aacute;tica por parte da ind&amp;uacute;stria cultural. Assim, cabiam no zine entrevistas com gente como Thurston Moore, Bob Mould, Jello Biafra, Jawbreaker, Negativland, Los Crudos, The Gossip, artistas como Miranda July, Jem Cohen e Frank Kozik, grupos ativistas como o Punkvoter e o Vozes no Deserto e at&amp;eacute; o respeitado intelectual/ativista Noam Chomsky. O Punk Planet foi uma esp&amp;eacute;cie de incr&amp;iacute;vel ex&amp;eacute;rcito de Brancaleone de uma cena, j&amp;aacute; que tentava recuperar a solidez que havia se desmanchado no ar. Sua grande riqueza est&amp;aacute; nos momentos em que os entrevistados falavam francamente e com desenvoltura &amp;ndash; dialogavam com gente que vivia o que eles viviam. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ao Brasil, o que isso tudo comunica? Se a minha gera&amp;ccedil;&amp;atilde;o, que tanto se espelhou nos referenciais do PP, falhou e virou uma esp&amp;eacute;cie de culto vazio (nas palavras do ativista gay Matt Wobensmith), o livro traz inspira&amp;ccedil;&amp;atilde;o e questionamentos para a cultura jovem que surgiu em um mundo onde a distin&amp;ccedil;&amp;atilde;o entre majors/indies &amp;eacute; rarefeita e o objeto CD como produto pouco diz sobre a m&amp;uacute;sica. E &amp;eacute; por isso que a ideia de n&amp;atilde;o dever nada a ningu&amp;eacute;m pode ganhar corpo e dimens&amp;atilde;o novamente a qualquer momento.&amp;lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;lt;font&gt; &lt;em&gt;Por Arthur Dantas&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Voc&amp;ecirc; encontra este e outros livros na loja da +Soma&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
          </content>  </entry>
  <entry xml:base="http://www.maissoma.com/pt">
    <author>
      <name>tiago</name>
    </author>
    <id>tag:www.maissoma.com,2010-02-12:1330</id>
    <published>2010-02-12T11:48:00Z</published>
    <updated>2010-02-12T16:10:42Z</updated>
    <category term="+REVIEWS"/>
    <link href="http://www.maissoma.com/2010/2/12/revanchismo-rogerio-de-campos" rel="alternate" type="text/html"/>
    <title>Revanchismo . Rog&#233;rio de Campos</title>
    <link href="http://www.maissoma.com/assets/2010/2/12/image.jpg" title="image.jpg" rel="enclosure" type="image/jpeg" length="8888"/>
<summary type="html">Quando uma obra vem com todas as etiquetas à mostra, recomenda-se desconfiança.</summary><content type="html">
            Quando uma obra vem com todas as etiquetas à mostra, recomenda-se desconfiança.
&lt;p&gt;&amp;lt;font&gt;Amok . 2009&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando uma obra vem com todas as etiquetas &amp;agrave; mostra, recomenda-se desconfian&amp;ccedil;a. A trama &amp;eacute; contempor&amp;acirc;nea, urbana. A a&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; envolvente, com cortes cinematogr&amp;aacute;ficos &amp;ndash; tend&amp;ecirc;ncia comum &amp;agrave; maioria dos escritores novos metidos a ousados (com o atenuante de se tratar um livro de um g&amp;ecirc;nero voltado por excel&amp;ecirc;ncia &amp;agrave; s&amp;eacute;tima arte, o policial) &amp;ndash;, a protagonista tem at&amp;eacute; trilha sonora composta (&amp;ldquo;Laura Te espera Com Uma Arma na M&amp;atilde;o&amp;rdquo;, de Stela Campos) e as refer&amp;ecirc;ncias &amp;agrave; corrup&amp;ccedil;&amp;atilde;o policial e &amp;agrave; cultura pop agradam o p&amp;uacute;blico m&amp;eacute;dio. Tudo isso seria sinal indicativo de fiasco, caso o autor n&amp;atilde;o fosse Rog&amp;eacute;rio de Campos, o editor-guerrilheiro midi&amp;aacute;tico por tr&amp;aacute;s da Conrad Editora, a mais importante editora de HQs do pa&amp;iacute;s.&amp;lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;lt;font&gt; O passado de militante esquerdista do autor (&amp;ldquo;o nacionalismo tem raz&amp;otilde;es que escandalizam a raz&amp;atilde;o&amp;rdquo;) e o bom conhecimento da obra de autores como Valerio Evangelisti e Luther Blissett/Wu Ming acrescentam um componente de cr&amp;iacute;tica pol&amp;iacute;tica que agrada tanto aos caretas como aos radicais (&amp;ldquo;a gente descobre que a verdade da vida est&amp;aacute; em qualquer jornalzinho tosco, demag&amp;oacute;gico, de partideco de esquerda&amp;rdquo;, afirma&amp;ccedil;&amp;atilde;o que, proferida por um policial federal, soa engra&amp;ccedil;ada), j&amp;aacute; que se insere em um v&amp;aacute;cuo ideol&amp;oacute;gico (para os padr&amp;otilde;es brasileiros) que o empurra para algo conhecido como autonomismo. &amp;lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;lt;font&gt;Mas isso, enfim, &amp;eacute; discuss&amp;atilde;o para outro momento. A disputa eleitoreira entre velhos parceiros do passado que na atualidade militam em campos opostos (da&amp;iacute; o revanchismo do t&amp;iacute;tulo e o curioso jogo de falsa verossimilhan&amp;ccedil;a com a realidade brasileira) move personagens acossados e bem delineados por seus pap&amp;eacute;is sociais. Entre eles destaca-se uma nerd f&amp;atilde; de cultura pop (Nick Drake, R. Crumb, Hagakure, L&amp;ecirc;nin, Lou Reed &amp;ndash; o pr&amp;oacute;prio universo do autor) e um policial honesto &amp;ndash; personagens poss&amp;iacute;veis e ao mesmo tempo irreais. Todos tendo que lidar com situa&amp;ccedil;&amp;otilde;es em que a realpolitik os for&amp;ccedil;a a lidar com for&amp;ccedil;as nem sempre desej&amp;aacute;veis. Nesse cabo de guerra entre projetos pessoais e din&amp;acirc;micas macropol&amp;iacute;ticas dispostas de forma mais ou menos bem acabada nesse romance de estreia &amp;ndash; gra&amp;ccedil;as ao ponto de vista enviesado sugerido &amp;ndash; &lt;em&gt;Revanchismo&lt;/em&gt; sopra ares promissores ao g&amp;ecirc;nero policial p&amp;oacute;s-Rubem Fonseca. &lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;Por Arthur Dantas&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
          </content>  </entry>
  <entry xml:base="http://www.maissoma.com/pt">
    <author>
      <name>tiago</name>
    </author>
    <id>tag:www.maissoma.com,2010-02-09:1304</id>
    <published>2010-02-09T20:47:00Z</published>
    <updated>2010-02-09T20:47:30Z</updated>
    <category term="+REVIEWS"/>
    <link href="http://www.maissoma.com/2010/2/9/robert-crumb-genesis" rel="alternate" type="text/html"/>
    <title>Robert Crumb . G&#234;nesis</title>
    <link href="http://www.maissoma.com/assets/2010/2/9/a_7092.jpg" title="a_7092.jpg" rel="enclosure" type="image/jpeg" length="37504"/>
<summary type="html">Em 2005, uma notícia agitou o mundo editorial: Robert Crumb, lendário quadrinista norte-americano, um dos pais da contracultura, voltaria a produzir um livro inédito.</summary><content type="html">
            Em 2005, uma notícia agitou o mundo editorial: Robert Crumb, lendário quadrinista norte-americano, um dos pais da contracultura, voltaria a produzir um livro inédito. 
&lt;p&gt;&amp;lt;font&gt;Conrad Editora . 2009&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 2005, uma not&amp;iacute;cia agitou o mundo editorial: Robert Crumb, lend&amp;aacute;rio quadrinista norte-americano, um dos pais da contracultura, voltaria a produzir um livro in&amp;eacute;dito. Mais do que isso: produziria uma adapta&amp;ccedil;&amp;atilde;o do livro b&amp;iacute;blico do G&amp;ecirc;nesis, pedra fundamental na moral de duas das maiores religi&amp;otilde;es monote&amp;iacute;stas do mundo. Em uma &amp;eacute;poca de intoler&amp;acirc;ncia ascendente &amp;ndash; religiosa, legal, de liberdades individuais &amp;ndash;, o fato de um dos artistas mais &amp;aacute;cidos e impiedosos vivos se dedicar a uma miss&amp;atilde;o como essa provocou risinhos sarc&amp;aacute;sticos de contentamento entre os f&amp;atilde;s, certos de mais uma obra-prima do esc&amp;aacute;rnio e da imoralidade. Mas n&amp;atilde;o era bem assim: logo no princ&amp;iacute;pio, o artista deixou claro que faria um trabalho fielmente ilustrativo. Sua inten&amp;ccedil;&amp;atilde;o n&amp;atilde;o era parodiar o primeiro livro do Pentateuco, mas trazer &amp;agrave; luz em imagens o teor da obra. O resto, ele dizia, o texto original faria por si s&amp;oacute;. Quatro anos depois, o livro chega ao Brasil &amp;ndash; em lan&amp;ccedil;amento simult&amp;acirc;neo com outros onze pa&amp;iacute;ses &amp;ndash;, em edi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de luxo, com capa dura e notas da &amp;oacute;tima tradu&amp;ccedil;&amp;atilde;o brasileira. &amp;Agrave; primeira folheada, j&amp;aacute; fica claro que estamos diante de um outro Crumb: em vez de cenas expl&amp;iacute;citas com genitais, sugest&amp;otilde;es e rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es indiretas; em vez de rompantes de revolta, um autor incrivelmente submisso ao texto original. Parte da cr&amp;iacute;tica n&amp;atilde;o demorou a condenar o livro como obra mon&amp;oacute;tona (afinal, a linguagem empolada do &lt;em&gt;G&amp;ecirc;nesis&lt;/em&gt; n&amp;atilde;o &amp;eacute; das mais divertidas), subserviente, sem sentido. Do outro lado, leitores incautos se chocaram com as imagens divulgadas na imprensa, em especial a de Ad&amp;atilde;o e Eva nus &amp;ndash; ele sobre ela, ela com o &amp;ecirc;xtase da primeira penetra&amp;ccedil;&amp;atilde;o da hist&amp;oacute;ria humana irrompendo no rosto. Dif&amp;iacute;cil imaginar situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o mais gratificante para Robert Crumb. Em uma s&amp;oacute; tacada, traiu os que julgavam t&amp;ecirc;-lo entendido (domesticado?), chocou os neocons fregueses das listas de mais vendidos, e de quebra meteu uma bolada de dinheiro no bolso. Claro, no meio disso tudo produziu um deleite majestoso ao grande n&amp;uacute;mero de f&amp;atilde;s que, como sempre, entenderam a piada. A grande subvers&amp;atilde;o do &lt;em&gt;G&amp;ecirc;nesis de&lt;/em&gt; Crumb &amp;eacute; justamente sua sutileza &amp;ndash; a primeira delas, fazer um monte de marmanjos hereges lerem a B&amp;iacute;blia pela primeira vez. Fruto de um trabalho herc&amp;uacute;leo de pesquisa hist&amp;oacute;rica, as ilustra&amp;ccedil;&amp;otilde;es trazem o apogeu do desenhista at&amp;eacute; agora, exibindo um equil&amp;iacute;brio primoroso entre seus contornos sujos e seu detalhismo obsessivo. Assim, Crumb alcan&amp;ccedil;a um &amp;ecirc;xito silencioso, ao mostrar coisas que ficavam escondidas sob o texto protocolar. Deus finalmente aparece em toda sua humanidade, invertendo a c&amp;eacute;lebre rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o de imagem e semelhan&amp;ccedil;a, com poder criador e atitude irasc&amp;iacute;vel, mas cheio de d&amp;uacute;vidas e incoer&amp;ecirc;ncias em sua onisci&amp;ecirc;ncia. As cenas de guerra e viol&amp;ecirc;ncia em geral &amp;ndash; o assassinato de Abel, o Dil&amp;uacute;vio, o fogo sobre Sodoma e Gomorra &amp;ndash; aproximam o leitor de uma era muito mais crua do que o cristianismo politicamente correto atual. Vendas de mulheres, trai&amp;ccedil;&amp;otilde;es e figuras f&amp;aacute;licas &amp;ndash; como o cantil de couro sobre o peito de L&amp;oacute; durante o coito b&amp;ecirc;bado com suas filhas &amp;ndash; exp&amp;otilde;em o senso pr&amp;aacute;tico de uma moral em que, enfim, resultados s&amp;atilde;o mais importantes do que princ&amp;iacute;pios. Quem diria, o registro definitivo de um livro santo, feito pelo menos santo dos artistas. Um ep&amp;iacute;logo essencial e oportuno &amp;agrave; hist&amp;oacute;ria do s&amp;eacute;culo XX. &amp;lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;lt;font&gt;&lt;em&gt;Por Mateus Potumati&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
          </content>  </entry>
  <entry xml:base="http://www.maissoma.com/pt">
    <author>
      <name>tiago</name>
    </author>
    <id>tag:www.maissoma.com,2010-02-04:1318</id>
    <published>2010-02-04T19:23:00Z</published>
    <updated>2010-02-09T20:50:07Z</updated>
    <category term="+REVIEWS"/>
    <category term="call of duty"/>
    <link href="http://www.maissoma.com/2010/2/4/call-of-duty-modern-warfare-2-versao-para-xbox-360" rel="alternate" type="text/html"/>
    <title>Call of Duty, Modern Warfare 2 (vers&#227;o para Xbox 360)</title>
    <link href="http://www.maissoma.com/assets/2010/2/9/1953103.jpg" title="1953103.jpg" rel="enclosure" type="image/jpeg" length="46847"/>
<summary type="html">Primeiro, os fatos: Call Of Duty, Modern Warfare 2 tornou-se, em sua primeira semana de vendas...</summary><content type="html">
            Primeiro, os fatos: Call Of Duty, Modern Warfare 2 tornou-se, em sua primeira semana de vendas...
&lt;p&gt;&amp;lt;font&gt;Infinity Ward . 2009&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro, os fatos: &lt;em&gt;Call Of Duty, Modern Warfare 2&lt;/em&gt; tornou-se, em sua primeira semana de vendas, o maior fen&amp;ocirc;meno de entretenimento deste &amp;iacute;nicio de s&amp;eacute;culo, considerando a quantia arrecadada por suas vendas (US$ 550 milh&amp;otilde;es de d&amp;oacute;lares). Agora os argumentos: embora o impacto n&amp;atilde;o seja o mesmo causado pelo primeiro &lt;em&gt;Modern Warfare&lt;/em&gt;, de 2007, esta nova vers&amp;atilde;o &amp;eacute; primorosa em quase todos os aspectos que envolvem a cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o de um bom game. Se no primeiro &lt;em&gt;MW&lt;/em&gt; os gr&amp;aacute;ficos (at&amp;eacute; hoje impressionantes) eram ultrarrealistas, em &lt;em&gt;MW2&lt;/em&gt; &amp;eacute; percept&amp;iacute;vel um polimento ainda maior. O cuidado com vidros, reflexos e outras &amp;ldquo;frescuras&amp;rdquo; que s&amp;oacute; gamers mais hardcore perceber&amp;atilde;o torna o jogo ainda mais imersivo. O sangue que brota na tela quando voc&amp;ecirc; &amp;eacute; atingido por um inimigo chega a ser desesperador em cenas de muita a&amp;ccedil;&amp;atilde;o (praticamente o jogo inteiro). A constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos cen&amp;aacute;rios &amp;eacute; por si s&amp;oacute; um aspecto que deveria ser premiado com um Oscar ou qualquer pr&amp;ecirc;mio que o valha para a dire&amp;ccedil;&amp;atilde;o de arte do jogo. Prova disso s&amp;atilde;o as duas fases que se passam dentro de uma favela carioca. Cada detalhe &amp;eacute; muito bem reproduzido no jogo: roupas, vozes, os caminhos intrincados com ruas sem sa&amp;iacute;da, telhados quebrados, casas caindo aos peda&amp;ccedil;os etc. &lt;em&gt;MW2&lt;/em&gt; mostra algo que j&amp;aacute; vem acontecendo h&amp;aacute; algum tempo dentro dos games: chamar o roteiro de &amp;ldquo;cinematogr&amp;aacute;fico&amp;rdquo; n&amp;atilde;o &amp;eacute; mais um elogio. Os roteiristas da Infinity Ward encontraram um tom que vai al&amp;eacute;m do cinema. Talvez os filmes ainda sirvam de inspira&amp;ccedil;&amp;atilde;o para a constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o visual da hist&amp;oacute;ria, mas n&amp;atilde;o mais para a narrativa. Esta tem uma din&amp;acirc;mica pr&amp;oacute;pria, que trabalha em cima de seus pr&amp;oacute;prios clich&amp;ecirc;s e peculiaridades t&amp;eacute;cnicas para chegar ao resultado final. Al&amp;eacute;m do modo campanha, no qual o jogador atravessa o mundo para destruir uma c&amp;eacute;lula terrorista &amp;ndash; enfrentando inclusive alguns aliados e se juntando a alguns inimigos &amp;ndash;, &lt;em&gt;MW2&lt;/em&gt; conta tamb&amp;eacute;m com um novo modo chamado SpecialOps, no qual o jogador faz pequenas miss&amp;otilde;es, sozinho ou em dupla, e pontua de acordo com seu desempenho. Obviamente, o grande chamariz do jogo continua sendo seu modo multiplayer, que desde o primeiro&lt;em&gt; MW&lt;/em&gt; consagrou &lt;em&gt;Call Of Duty&lt;/em&gt; como um dos melhores jogos da atualidade. Novas armas e novas premia&amp;ccedil;&amp;otilde;es fazem desta vers&amp;atilde;o sem d&amp;uacute;vida o melhor shooter multiplayer atual. &amp;lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;lt;font&gt;&lt;em&gt;Por Rodolfo Herrera&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
          </content>  </entry>
  <entry xml:base="http://www.maissoma.com/pt">
    <author>
      <name>tiago</name>
    </author>
    <id>tag:www.maissoma.com,2010-01-14:1298</id>
    <published>2010-01-14T14:03:00Z</published>
    <updated>2010-02-09T15:53:19Z</updated>
    <category term="+REVIEWS"/>
    <link href="http://www.maissoma.com/2010/1/14/kiko-dinucci-na-boca-dos-outros" rel="alternate" type="text/html"/>
    <title>Kiko Dinucci . Na Boca Dos Outros</title>
    <link href="http://www.maissoma.com/assets/2010/1/14/boca.jpg" title="boca.jpg" rel="enclosure" type="image/jpeg" length="12073"/>
<summary type="html">Bastaria para Kiko Dinucci ser apenas o talentoso compositor que é para torná-lo referência...</summary><content type="html">
            Bastaria para Kiko Dinucci ser apenas o talentoso compositor que é para torná-lo referência...
&lt;p&gt;&amp;lt;font&gt;Desmonta . 2009&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bastaria para Kiko Dinucci ser apenas o talentoso compositor que &amp;eacute; para torn&amp;aacute;-lo refer&amp;ecirc;ncia de boa m&amp;uacute;sica praticada em S&amp;atilde;o Paulo e, por extens&amp;atilde;o, no Brasil. Cham&amp;aacute;-lo de sambista&amp;ndash; ainda que o r&amp;oacute;tulo seja pertinente &amp;ndash; &amp;eacute; diminu&amp;iacute;-lo. O &amp;aacute;lbum &lt;em&gt;Na Boca dos Outros&lt;/em&gt; vem para concretizar uma percep&amp;ccedil;&amp;atilde;o a respeito de suas aptid&amp;otilde;es e colocar em cheque determinados matizes de seu trabalho. Kiko vive a contemporaneidade &amp;ndash; n&amp;atilde;o se atrela a tradi&amp;ccedil;&amp;otilde;es est&amp;aacute;ticas, mant&amp;eacute;m o ouvido esperto e aberto, e se joga por a&amp;iacute;, o que se comprova por sua participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o em um grupo de samba e quetais, um trio de afro jazz, um duo de cabar&amp;eacute;, improvisos e at&amp;eacute; um surpreendente grupo com o MC Sombra, por exemplo. A t&amp;ocirc;nica &amp;eacute; a generosidade e a amplitude desses voos: falta ego e sobram recompensas para todos os envolvidos. Mas, obviamente, seu talento e sua verve l&amp;iacute;rica, t&amp;atilde;o atrelada &amp;agrave; enviesada tradi&amp;ccedil;&amp;atilde;o que comporta desde o escritor Jo&amp;atilde;o Antonio at&amp;eacute; o g&amp;ecirc;nio Itamar Assump&amp;ccedil;&amp;atilde;o, se adaptam melhor a alguns contextos do que a outros. Em um &amp;aacute;lbum em que o compositor se arrisca em tantos g&amp;ecirc;neros e um tanto cansativo (14 faixas), v&amp;ecirc;m &amp;agrave; tona tanto o brilho como os deslizes. Como Itamar, suas composi&amp;ccedil;&amp;otilde;es brilham nas vozes femininas: na abertura fant&amp;aacute;stica com &amp;ldquo;Ciranda Para Jana&amp;iacute;na&amp;rdquo; (Fabiana Cozza), &amp;ldquo;Partida em Aruj&amp;aacute;&amp;rdquo; (na voz de sua contumaz int&amp;eacute;rprete Ju&amp;ccedil;ara Mar&amp;ccedil;al) ou em &amp;ldquo;Bom Jesus da Cabe&amp;ccedil;a&amp;rdquo; (Alessandra Le&amp;atilde;o, que lan&amp;ccedil;ou bel&amp;iacute;ssimo &amp;aacute;lbum tamb&amp;eacute;m este ano). O ponto alto do trabalho &amp;eacute; &amp;ldquo;Forr&amp;oacute; do Homem-Bomba&amp;rdquo; (escrita em parceria com o grande Douglas Germano), na qual o g&amp;ecirc;nero de Gonzag&amp;atilde;o encontra resson&amp;acirc;ncias em uma queda livre violenta cuja grandiloqu&amp;ecirc;ncia encontra porto seguro na voz de Marcelo Pretto. Abstenho-me de apontar as falhas &amp;ndash; Kiko Dinucci &amp;eacute; um talento novo t&amp;atilde;o estimulante que n&amp;atilde;o merece censuras. &amp;lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;lt;font&gt;&lt;em&gt;Por Arthur Dantas&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
          </content>  </entry>
  <entry xml:base="http://www.maissoma.com/pt">
    <author>
      <name>tiago</name>
    </author>
    <id>tag:www.maissoma.com,2010-01-08:1293</id>
    <published>2010-01-08T13:09:00Z</published>
    <updated>2010-02-09T15:54:20Z</updated>
    <category term="+REVIEWS"/>
    <link href="http://www.maissoma.com/2010/1/8/lulina-cristalina" rel="alternate" type="text/html"/>
    <title>Lulina . Cristalina</title>
    <link href="http://www.maissoma.com/assets/2010/1/8/lulina.jpg" title="lulina.jpg" rel="enclosure" type="image/jpeg" length="11249"/>
<summary type="html">Ouvir as 18 faixas de &quot;Cristalina&quot; é embarcar numa curiosa viagem ao mundo de Lulina...</summary><content type="html">
            Ouvir as 18 faixas de &quot;Cristalina&quot; é embarcar numa curiosa viagem ao mundo de Lulina...
&lt;p&gt;&amp;lt;font&gt;Yb Music . 2009&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouvir as 18 faixas de &amp;quot;Cristalina&amp;quot; &amp;eacute; embarcar numa curiosa viagem ao mundo de Lulina, tamb&amp;eacute;m conhecido como &amp;ldquo;Lulil&amp;acirc;ndia&amp;rdquo;. Dif&amp;iacute;cil ficar indiferente. A imers&amp;atilde;o ocorre quase sem querer. Quando se d&amp;aacute; conta, o ouvinte se pega sorrindo ao escutar as letras, batendo o p&amp;eacute; ao ritmo contagiante das can&amp;ccedil;&amp;otilde;es e sentindo um friozinho na barriga por causa da voz suave de menina, que conquista at&amp;eacute; o mais duro dos mach&amp;otilde;es. O &amp;aacute;lbum, apesar de altamente psicod&amp;eacute;lico, seja pelas letras surreais ou pelas texturas sonoras pouco comuns, n&amp;atilde;o demanda grande sacrif&amp;iacute;cio para ser compreendido, pois &amp;eacute; pop na ess&amp;ecirc;ncia. Composto por rimas f&amp;aacute;ceis e acordes simples de viol&amp;atilde;o, al&amp;eacute;m de refer&amp;ecirc;ncias que passam por J&amp;uacute;piter Ma&amp;ccedil;&amp;atilde;, Pato Fu, Os Mutantes e at&amp;eacute; mesmo Raul Seixas, o &amp;aacute;lbum flui sem maiores solavancos, com direito a v&amp;aacute;rios momentos geniais, boas sacadas e intelig&amp;ecirc;ncia &amp;iacute;mpar. Lulina, alcunha de Luciana Lins, pernambucana de Recife radicada em S&amp;atilde;o Paulo, lan&amp;ccedil;ou quase uma dezena de discos caseiros distribu&amp;iacute;dos em CD-R antes do &amp;aacute;lbum oficial, uma compila&amp;ccedil;&amp;atilde;o das melhores can&amp;ccedil;&amp;otilde;es dos discos anteriores, agora gravadas de forma mais profissional, da&amp;iacute; o t&amp;iacute;tulo &amp;quot;Cristalina&amp;quot;. Apesar de um tanto longo, percebe-se que o trabalho foi dividido em duas partes: a primeira, que vai at&amp;eacute; a nona faixa, aposta nas can&amp;ccedil;&amp;otilde;es mais fofas e folcl&amp;oacute;ricas de Lulina, enquanto o restante segue uma linha mais &amp;aacute;cida, permeada por uma fina ironia. S&amp;atilde;o dois lados que se completam, fazendo desse &amp;aacute;lbum um dos grandes destaques do ano. &amp;lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;lt;font&gt;&lt;em&gt;Por Gilberto Cust&amp;oacute;dio Junior&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Escute . &lt;a href=&quot;http://www.myspace.com/lulina&quot;&gt;&amp;lt;u&gt;&lt;br /&gt;&amp;lt;/u&gt;&lt;/a&gt;&amp;lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;http://www.myspace.com/lulina&quot;&gt;&amp;lt;u&gt;&amp;lt;font&gt;myspace.com/lulina &amp;lt;/font&gt;&amp;lt;/u&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
          </content>  </entry>
  <entry xml:base="http://www.maissoma.com/pt">
    <author>
      <name>tiago</name>
    </author>
    <id>tag:www.maissoma.com,2010-01-06:1291</id>
    <published>2010-01-06T20:51:00Z</published>
    <updated>2010-02-09T20:52:42Z</updated>
    <category term="+REVIEWS"/>
    <link href="http://www.maissoma.com/2010/1/6/uy-delisle-shenzen-uma-viagem-a-china" rel="alternate" type="text/html"/>
    <title>Guy Delisle . Shenzen, Uma viagem &#224; China  </title>
    <link href="http://www.maissoma.com/assets/2010/2/9/shenzen_1.jpg" title="shenzen_1.jpg" rel="enclosure" type="image/jpeg" length="47179"/>
<summary type="html">As histórias em quadrinhos sobre os três meses em que o canadense Guy Delisle passou...</summary><content type="html">
            As histórias em quadrinhos sobre os três meses em que o canadense Guy Delisle passou...
&lt;strong&gt;&amp;lt;font&gt;Zarabatana . 2009&amp;lt;/font&gt;&lt;/strong&gt;&amp;lt;font&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&amp;lt;/font&gt;  &lt;p&gt;&amp;lt;font&gt;As hist&amp;oacute;rias em quadrinhos sobre os  tr&amp;ecirc;s meses em que o canadense Guy Delisle passou trabalhando como chefe  de uma equipe de anima&amp;ccedil;&amp;atilde;o em Shenzen, cidade no sul da China, foram  publicadas separadamente em revistas antes de se tornarem o primeiro  livro de uma s&amp;eacute;rie de &amp;ldquo;guias de viagem&amp;rdquo; do autor. Rec&amp;eacute;m-lan&amp;ccedil;ado  no Brasil,&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;em&gt;Shenzen, Uma viagem  &amp;agrave; China&lt;/em&gt; faz um relato dessa experi&amp;ecirc;ncia e retrata o cotidiano  de Delisle em uma cidade que se transformou rapidamente de uma pequena  vila de pescadores para uma megal&amp;oacute;pole de 14 milh&amp;otilde;es de habitantes  voltada para os neg&amp;oacute;cios. &amp;lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&amp;lt;font&gt;Quem j&amp;aacute;&amp;nbsp;viajou nas duas outras  hist&amp;oacute;rias do autor, &lt;em&gt;Pyongyang, Uma viagem  &amp;agrave; Coreia do Norte&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;Cr&amp;ocirc;nicas Birmanesas&lt;/em&gt;, vai sentir falta  das situa&amp;ccedil;&amp;otilde;es bem detalhadas sobre os costumes e o modo de viver dos  chineses, mas isso tem uma explica&amp;ccedil;&amp;atilde;o: apesar de ser bem perto de  Hong Kong, a cidade &amp;eacute; isolada por cercas el&amp;eacute;tricas e vigiada por guardas  armados, o que dificulta a forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o de c&amp;iacute;rculos sociais e torna a  viv&amp;ecirc;ncia do autor fria e impessoal. A falta de relacionamentos com  outras pessoas fez com que Guy Delisle sentisse diariamente na pele  o sentimento perturbador da solid&amp;atilde;o, que aparece nas falas e nos tra&amp;ccedil;os  sujos e empoeirados feitos com giz de cera em preto e branco. &amp;lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&amp;lt;font&gt;Mesmo sendo o &amp;aacute;lbum menos denso da  s&amp;eacute;rie, foi em Shenzen que Delisle estreou a sua multiplicidade de estilos,  que consegue ilustrar desde as experi&amp;ecirc;ncias mais realistas at&amp;eacute; as  mais fantasiosas. Neste primeiro quadrinho da s&amp;eacute;rie, o ponto mais not&amp;aacute;vel  &amp;eacute; o modo como o artista usa habilmente sua arte para contar suas hist&amp;oacute;rias:  al&amp;eacute;m dos desenhos autobiogr&amp;aacute;ficos, Deslile agrega aos quadrinhos um  roteiro com base s&amp;oacute;lida permeado por seu humor suave. &amp;lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;lt;font&gt;&lt;em&gt;Por Marina  Mantovanini&lt;/em&gt;&amp;lt;/font&gt; &amp;lt;font&gt;&lt;br /&gt;&amp;lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
          </content>  </entry>
  <entry xml:base="http://www.maissoma.com/pt">
    <author>
      <name>tiago</name>
    </author>
    <id>tag:www.maissoma.com,2009-12-14:1273</id>
    <published>2009-12-14T19:10:00Z</published>
    <updated>2009-12-14T19:12:37Z</updated>
    <category term="+REVIEWS"/>
    <link href="http://www.maissoma.com/2009/12/14/blockhead-the-music-scene" rel="alternate" type="text/html"/>
    <title>Blockhead . The Music Scene</title>
    <link href="http://www.maissoma.com/assets/2009/12/14/music_mashups6-3_29.jpg" title="music_mashups6-3_29.jpg" rel="enclosure" type="image/jpeg" length="18870"/>
<summary type="html">Pra quem ainda não sabe, Tony Simon, mais conhecido como Blockhead, faz parte do selo...</summary><content type="html">
            Pra quem ainda não sabe, Tony Simon, mais conhecido como Blockhead, faz parte do selo...
&lt;p&gt;&amp;lt;font&gt;Ninja Tunes . 2009&amp;lt;/font&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;lt;font&gt;Pra quem ainda n&amp;atilde;o sabe, &amp;lt;/font&gt;&amp;lt;font&gt;Tony Simon, mais conhecido como Blockhead, &amp;lt;/font&gt;&amp;lt;font&gt;faz parte do selo Ninja Tunes e come&amp;ccedil;ou em parcerias com nomes como Aesop Rock e Murs, mas se destacou em carreira solo. &lt;em&gt;The Music Scene &lt;/em&gt;&amp;eacute; seu quarto disco e, como os anteriores, &amp;eacute; totalmente instrumental: m&amp;uacute;sicas que contam uma hist&amp;oacute;ria, recheadas de samples, colagens e efeitos que resultam em climas &amp;lt;/font&gt;&amp;lt;font&gt;diferentes&amp;lt;/font&gt;&amp;lt;font&gt;. &amp;Eacute; o tal som que chamam de &amp;ldquo;cinematogr&amp;aacute;fico&amp;rdquo;, e Blockhead &amp;eacute; um dos melhores nesse g&amp;ecirc;nero, mostrando-se um &amp;oacute;timo roteirista musical. &lt;br /&gt;Suas produ&amp;ccedil;&amp;otilde;es s&amp;atilde;o complexas, com batidas sobrepostas por outras e mudan&amp;ccedil;as clim&amp;aacute;ticas intensas na sonoridade. A faixa que abre o disco j&amp;aacute; d&amp;aacute; um sinal do que vir&amp;aacute; pela frente. &amp;ldquo;It&amp;rsquo;s Raining Clouds&amp;rdquo; come&amp;ccedil;a como um t&amp;iacute;pico downtempo e termina em um beat acelerado, quase como no drum &amp;lsquo;n bass. S&amp;atilde;o doze cria&amp;ccedil;&amp;otilde;es que exprimem sentimentos que v&amp;atilde;o da alegria, passando pela raiva, at&amp;eacute; a depress&amp;atilde;o. Tudo, &amp;eacute; claro, narrado em cortes e montagens de (cine)m&amp;uacute;sica. &amp;lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;lt;font&gt;&lt;em&gt;Por Daniel Tamenpi&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
          </content>  </entry>
  <entry xml:base="http://www.maissoma.com/pt">
    <author>
      <name>tiago</name>
    </author>
    <id>tag:www.maissoma.com,2009-12-07:1263</id>
    <published>2009-12-07T13:21:00Z</published>
    <updated>2009-12-07T13:21:28Z</updated>
    <category term="+REVIEWS"/>
    <link href="http://www.maissoma.com/2009/12/7/una-gira-en-sudamerica-fabio-mozine" rel="alternate" type="text/html"/>
    <title>Una Gira en Sudamerica . Fabio Mozine </title>
    <link href="http://www.maissoma.com/assets/2009/12/7/una_gira.jpg" title="una_gira.jpg" rel="enclosure" type="image/jpeg" length="23931"/>
<summary type="html">Relatos de tour são quase um gênero literário. No punk, temos como um dos maiores exemplos...</summary><content type="html">
            Relatos de tour são quase um gênero literário. No punk, temos como um dos maiores exemplos...
&amp;lt;!--[if gte mso 9]&gt;&amp;lt;xml&gt;     Normal   0         21         false   false   false      PT-BR   X-NONE   X-NONE                                                     MicrosoftInternetExplorer4                                                   &amp;lt;/xml&gt;&amp;lt;![endif]--&gt;&amp;lt;!--[if gte mso 9]&gt;&amp;lt;xml&gt;                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                   &amp;lt;/xml&gt;&amp;lt;![endif]--&gt;  &amp;lt;!--[if gte mso 10]&gt; &amp;lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable 	{mso-style-name:&quot;Table Normal&quot;; 	mso-tstyle-rowband-size:0; 	mso-tstyle-colband-size:0; 	mso-style-noshow:yes; 	mso-style-priority:99; 	mso-style-qformat:yes; 	mso-style-parent:&quot;&quot;; 	mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; 	mso-para-margin:0cm; 	mso-para-margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:11.0pt; 	font-family:&quot;Calibri&quot;,&quot;sans-serif&quot;; 	mso-ascii-font-family:Calibri; 	mso-ascii-theme-font:minor-latin; 	mso-fareast-font-family:&quot;Times New Roman&quot;; 	mso-fareast-theme-font:minor-fareast; 	mso-hansi-font-family:Calibri; 	mso-hansi-theme-font:minor-latin; 	mso-bidi-font-family:&quot;Times New Roman&quot;; 	mso-bidi-theme-font:minor-bidi;} &amp;lt;/style&gt; &amp;lt;![endif]--&gt;    &lt;p&gt;&amp;lt;font&gt;L&amp;auml;j&amp;auml; Records . 2009&amp;lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&amp;lt;font&gt;Relatos de tour s&amp;atilde;o quase um g&amp;ecirc;nero liter&amp;aacute;rio. No punk, temos como um dos maiores exemplos &lt;em&gt;Get In The Van&lt;/em&gt;, de Henry Rollins, contando os anos de boemia podre, paranoia persecut&amp;oacute;ria e viol&amp;ecirc;ncia verbal, musical e corporal por tr&amp;aacute;s do Black Flag. O livro de Mozine - membro do fant&amp;aacute;stico Mukeka Di Rato - conta os percal&amp;ccedil;os de uma turn&amp;ecirc; pela Am&amp;eacute;rica do Sul com o Merda, seu trio de hardcore tosco (como se Mozine tocasse outra coisa na vida...). Com o talento que lhe &amp;eacute; peculiar, o autor tra&amp;ccedil;a um bom (e divertido) retrato do que uma d&amp;eacute;cada de trabalho s&amp;eacute;rio no underground constr&amp;oacute;i. Ou seja: quase nada! &amp;lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;lt;font&gt;&lt;em&gt;Una Gira&lt;/em&gt; mostra o perrengue nem t&amp;atilde;o brabo assim (quem viveu o punk nos &amp;uacute;ltimos 15 anos sabe que as coisas j&amp;aacute; foram bem piores) do trio, metidos em um carro apertado, cheio de discos e materiais promocionais, fazendo shows no interior do continente, dormindo na casa da m&amp;atilde;e de amigos, o &amp;quot;boicote&amp;quot; de punks bobos, as bebedeiras, as centenas de coxinhas frias consumidas em postos rotos na estrada e, toque autoral tratando-se de Mozine - um administrador de empresas do mundo bizarro, que trocou o escrit&amp;oacute;rio confort&amp;aacute;vel pela rala&amp;ccedil;&amp;atilde;o em um selo e a manuten&amp;ccedil;&amp;atilde;o de bandas de rock podr&amp;atilde;o -,a neura com dinheiro e vendas. Como o pr&amp;oacute;prio autor ironiza, &amp;quot;rock de com&amp;eacute;rcio&amp;quot;. Bem-vindo &amp;agrave; realidade do punk nativo. Como nos melhores relatos do g&amp;ecirc;nero, &amp;eacute; poss&amp;iacute;vel sentir-se como um quarto membro dessa zona toda. &amp;lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;lt;font&gt;&lt;em&gt;Por Arthur Dantas&lt;/em&gt;&amp;lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
          </content>  </entry>
  <entry xml:base="http://www.maissoma.com/pt">
    <author>
      <name>tiago</name>
    </author>
    <id>tag:www.maissoma.com,2009-12-01:1257</id>
    <published>2009-12-01T17:49:00Z</published>
    <updated>2009-12-01T17:51:10Z</updated>
    <category term="+REVIEWS"/>
    <link href="http://www.maissoma.com/2009/12/1/broadcast-and-the-focus-group-investigate-witch-cults-of-the-radio-age" rel="alternate" type="text/html"/>
    <title>Broadcast and The Focus Group . Investigate Witch Cults of the Radio Age</title>
    <link href="http://www.maissoma.com/assets/2009/12/1/warplp189packshot480.jpg" title="warplp189packshot480.jpg" rel="enclosure" type="image/jpeg" length="88136"/>
<summary type="html">O novo EP da dupla britânica de música retro-eletrônica Broadcast é uma parceria...</summary><content type="html">
            O novo EP da dupla britânica de música retro-eletrônica Broadcast é uma parceria...
&amp;lt;!--[if gte mso 9]&gt;&amp;lt;xml&gt;     Normal   0         21         false   false   false      PT-BR   X-NONE   X-NONE                                                     MicrosoftInternetExplorer4                                                   &amp;lt;/xml&gt;&amp;lt;![endif]--&gt;&amp;lt;!--[if gte mso 9]&gt;&amp;lt;xml&gt;                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                   &amp;lt;/xml&gt;&amp;lt;![endif]--&gt;  &amp;lt;!--[if gte mso 10]&gt; &amp;lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable 	{mso-style-name:&quot;Table Normal&quot;; 	mso-tstyle-rowband-size:0; 	mso-tstyle-colband-size:0; 	mso-style-noshow:yes; 	mso-style-priority:99; 	mso-style-qformat:yes; 	mso-style-parent:&quot;&quot;; 	mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; 	mso-para-margin:0cm; 	mso-para-margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:11.0pt; 	font-family:&quot;Calibri&quot;,&quot;sans-serif&quot;; 	mso-ascii-font-family:Calibri; 	mso-ascii-theme-font:minor-latin; 	mso-fareast-font-family:&quot;Times New Roman&quot;; 	mso-fareast-theme-font:minor-fareast; 	mso-hansi-font-family:Calibri; 	mso-hansi-theme-font:minor-latin; 	mso-bidi-font-family:&quot;Times New Roman&quot;; 	mso-bidi-theme-font:minor-bidi;} &amp;lt;/style&gt; &amp;lt;![endif]--&gt;    &lt;p&gt;&lt;em&gt;&amp;lt;font&gt;&lt;strong&gt;Warp Records . 2009&lt;/strong&gt;&amp;lt;/font&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&amp;lt;font&gt;O novo EP (48 minutos e 23 faixas - imagine o &amp;aacute;lbum) da dupla brit&amp;acirc;nica de m&amp;uacute;sica retro-eletr&amp;ocirc;nica Broadcast &amp;eacute; uma parceria com o amigo, capista oficial do grupo e pioneiro da &amp;quot;assombrologia&amp;quot; (&amp;quot;hauntology&amp;quot;, em ingl&amp;ecirc;s, termo adotado pelos cr&amp;iacute;ticos Simon Reynolds e Mark Fisher) The Focus Group, tamb&amp;eacute;m conhecido como Julian House. O disco &amp;eacute; a converg&amp;ecirc;ncia entre o pop eletr&amp;ocirc;nico sessentista do Broadcast (que deve a sua exist&amp;ecirc;ncia a grupos como The United States of America) e as colagens clim&amp;aacute;ticas do Focus Group, que ressuscita sons mortos (vozes, barulhos da natureza) para uma nova vida como espectros mel&amp;oacute;dicos sob uma camada lo-fi e mal-sincronizada de efeitos. &amp;lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;lt;font&gt;O resultado &amp;eacute; a trilha sonora para uma bad trip de LSD passada dentro de um filme de terror japon&amp;ecirc;s, ou para uma vers&amp;atilde;o pag&amp;atilde; e primaveril da s&amp;eacute;rie de videogames &lt;em&gt;Silent Hill&lt;/em&gt;. Ao mesmo tempo, &amp;eacute; o som de um passado imagin&amp;aacute;rio, com melodias ensolaradas como em &amp;quot;The Be Colony&amp;quot;, por&amp;eacute;m assombrado mais por impress&amp;otilde;es e sentimentos do que por fantasmas reais. &amp;lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;lt;font&gt;&lt;em&gt;Por Amauri Stamboroski Jr.&lt;/em&gt;&amp;lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
          </content>  </entry>
  <entry xml:base="http://www.maissoma.com/pt">
    <author>
      <name>tiago</name>
    </author>
    <id>tag:www.maissoma.com,2009-11-24:1249</id>
    <published>2009-11-24T21:44:00Z</published>
    <updated>2009-11-24T21:48:15Z</updated>
    <category term="+REVIEWS"/>
    <link href="http://www.maissoma.com/2009/11/24/bondinho-sergio-cohn-e-miguel-jost-orgs" rel="alternate" type="text/html"/>
    <title>Bondinho . Sergio Cohn e Miguel Jost (orgs.)</title>
    <link href="http://www.maissoma.com/assets/2009/11/24/bondinho.jpg" title="bondinho.jpg" rel="enclosure" type="image/jpeg" length="11025"/>
<summary type="html">Houve um tempo em que a música popular brasileira era mais ousada, criativa, pulsante...</summary><content type="html">
            Houve um tempo em que a música popular brasileira era mais ousada, criativa, pulsante...
&amp;lt;!--[if gte mso 9]&gt;&amp;lt;xml&gt;     Normal   0         21         false   false   false      PT-BR   X-NONE   X-NONE                                                     MicrosoftInternetExplorer4                                                   &amp;lt;/xml&gt;&amp;lt;![endif]--&gt;&amp;lt;!--[if gte mso 9]&gt;&amp;lt;xml&gt;                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                &amp;lt;/xml&gt;&amp;lt;![endif]--&gt;  &amp;lt;!--[if gte mso 10]&gt; &amp;lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable 	{mso-style-name:&quot;Table Normal&quot;; 	mso-tstyle-rowband-size:0; 	mso-tstyle-colband-size:0; 	mso-style-noshow:yes; 	mso-style-priority:99; 	mso-style-qformat:yes; 	mso-style-parent:&quot;&quot;; 	mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; 	mso-para-margin:0cm; 	mso-para-margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:11.0pt; 	font-family:&quot;Calibri&quot;,&quot;sans-serif&quot;; 	mso-ascii-font-family:Calibri; 	mso-ascii-theme-font:minor-latin; 	mso-fareast-font-family:&quot;Times New Roman&quot;; 	mso-fareast-theme-font:minor-fareast; 	mso-hansi-font-family:Calibri; 	mso-hansi-theme-font:minor-latin; 	mso-bidi-font-family:&quot;Times New Roman&quot;; 	mso-bidi-theme-font:minor-bidi;} &amp;lt;/style&gt; &amp;lt;![endif]--&gt;    &lt;p&gt;&amp;lt;font&gt;&lt;strong&gt;Azougue Editorial . 2009&lt;/strong&gt;&amp;lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&amp;lt;font&gt;&amp;nbsp;&amp;lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&amp;lt;font&gt;Houve um tempo em que a m&amp;uacute;sica popular brasileira era mais ousada, criativa, pulsante e travava um di&amp;aacute;logo face a face com o que acontecia em tempo real. Disso, ningu&amp;eacute;m razoavelmente informado duvida. Agora, que houvesse ve&amp;iacute;culos de comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o escrita que dessem conta de toda aquela cena e mimetizassem alguns procedimentos inovadores que a m&amp;uacute;sica oferecia, a&amp;iacute; &amp;eacute; outra hist&amp;oacute;ria. Se a maioria silenciosa do cada vez menor bolo da ind&amp;uacute;stria cultural pouco nos oferece de vibra&amp;ccedil;&amp;atilde;o e revela&amp;ccedil;&amp;atilde;o em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;agrave; morna cena m&amp;uacute;sico-cultural dominante na atualidade, o &lt;em&gt;Bondinho&lt;/em&gt;, revista que em sua segunda vida durou boas 13 edi&amp;ccedil;&amp;otilde;es no ano de 1972, farejou o esp&amp;iacute;rito de seu tempo e deu voz e profundidade ao que de melhor foi produzido na m&amp;uacute;sica da &amp;eacute;poca. E n&amp;atilde;o s&amp;oacute; isso: couberam ainda perfis e entrevistas com escritores, cineastas e poetas, por exemplo.&amp;lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;lt;font&gt; Tudo naquele per&amp;iacute;odo, como queria a Tropic&amp;aacute;lia, era divino, maravilhoso - apesar dos calabou&amp;ccedil;os da ditadura vigente. Os artistas defendiam posi&amp;ccedil;&amp;otilde;es (curioso ver Tom Z&amp;eacute; xingando o pl&amp;aacute;gio, t&amp;eacute;cnica t&amp;atilde;o querida pelo pr&amp;oacute;prio na atualidade), falavam do mundo (Milton Nascimento falando do racismo ao qual era exposto mesmo numa grande cidade como o Rio de Janeiro &amp;eacute; valios&amp;iacute;ssimo), e, acima de tudo, falavam de suas produ&amp;ccedil;&amp;otilde;es, ambi&amp;ccedil;&amp;otilde;es e predile&amp;ccedil;&amp;otilde;es est&amp;eacute;ticas. Al&amp;eacute;m disso, polemizavam entre si. Caetano falava de Gil, que falava de Jards, que elogiava Hermeto, que desancava o rock progressivo, que tinha como entusiasta Rog&amp;eacute;rio Duprat, que citava Mautner, que se empolgava com a fase de Gal Costa e com o Teatro Oficina... &amp;Eacute; indescrit&amp;iacute;vel ver a tenacidade e eletricidade daquele tempo, a arte brasileira tinindo trincando, como cantavam os Novos Baianos. Para quem, como eu, tem no DNA uma curiosidade atroz pela reflex&amp;atilde;o produzida pelos bons protagonistas da cultura brasileira, esse &amp;eacute; o livro do ano, certamente.&amp;lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;lt;font&gt; &lt;em&gt;Por Arthur Dantas&lt;/em&gt;&amp;lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
          </content>  </entry>
  <entry xml:base="http://www.maissoma.com/pt">
    <author>
      <name>tiago</name>
    </author>
    <id>tag:www.maissoma.com,2009-11-23:1247</id>
    <published>2009-11-23T18:23:00Z</published>
    <updated>2009-11-23T18:24:27Z</updated>
    <category term="+REVIEWS"/>
    <link href="http://www.maissoma.com/2009/11/23/umbigo-sem-fundo-dash-shaw" rel="alternate" type="text/html"/>
    <title>Umbigo Sem Fundo . Dash Shaw</title>
    <link href="http://www.maissoma.com/assets/2009/11/23/umbigosemfundo.jpg" title="umbigosemfundo.jpg" rel="enclosure" type="image/jpeg" length="19459"/>
<summary type="html">Nada de pontas amarradas, reviravoltas no roteiro ou diálogos cheios de sacadas...</summary><content type="html">
            Nada de pontas amarradas, reviravoltas no roteiro ou diálogos cheios de sacadas...
&amp;lt;!--[if gte mso 9]&gt;&amp;lt;xml&gt;     Normal   0         21         false   false   false      PT-BR   X-NONE   X-NONE                                                     MicrosoftInternetExplorer4                                                   &amp;lt;/xml&gt;&amp;lt;![endif]--&gt;&amp;lt;!--[if gte mso 9]&gt;&amp;lt;xml&gt;                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                   &amp;lt;/xml&gt;&amp;lt;![endif]--&gt;  &amp;lt;!--[if gte mso 10]&gt; &amp;lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable 	{mso-style-name:&quot;Table Normal&quot;; 	mso-tstyle-rowband-size:0; 	mso-tstyle-colband-size:0; 	mso-style-noshow:yes; 	mso-style-priority:99; 	mso-style-qformat:yes; 	mso-style-parent:&quot;&quot;; 	mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; 	mso-para-margin:0cm; 	mso-para-margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:11.0pt; 	font-family:&quot;Calibri&quot;,&quot;sans-serif&quot;; 	mso-ascii-font-family:Calibri; 	mso-ascii-theme-font:minor-latin; 	mso-fareast-font-family:&quot;Times New Roman&quot;; 	mso-fareast-theme-font:minor-fareast; 	mso-hansi-font-family:Calibri; 	mso-hansi-theme-font:minor-latin; 	mso-bidi-font-family:&quot;Times New Roman&quot;; 	mso-bidi-theme-font:minor-bidi;} &amp;lt;/style&gt; &amp;lt;![endif]--&gt;    &lt;p&gt;&lt;em&gt;&amp;lt;font&gt;&lt;strong&gt;Quadrinhos na Cia . 2009&lt;/strong&gt;&amp;lt;/font&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&amp;lt;font&gt;Nada de pontas amarradas, reviravoltas no roteiro ou di&amp;aacute;logos cheios de sacadas. &lt;em&gt;Umbigo Sem Fundo&lt;/em&gt;, romance gr&amp;aacute;fico do quadrinista Dash Shaw, cativa e surpreende o leitor por simplesmente inverter a narrativa de fic&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;agrave; qual nos permitimos acostumar nas HQs, nos filmes e nos livros, estruturada em torno de fins, efeitos e artif&amp;iacute;cios. Influenciada pelo ritmo dos mang&amp;aacute;s, a HQ de 720 p&amp;aacute;ginas (que levou tr&amp;ecirc;s anos para ser finalizada) flui rapidamente. Em di&amp;aacute;logos mais importantes, &amp;agrave;s vezes as p&amp;aacute;ginas s&amp;atilde;o ocupadas por dois quadros apenas, e em outros momentos vemos uma pessoa trocando de roupa detalhadamente. Desenhando em branco e marrom, por vezes o autor indica textualmente cores e outros detalhes que considera importante nas ilustra&amp;ccedil;&amp;otilde;es. &amp;lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;lt;font&gt;Em um toque de surrealismo, Peter, o ca&amp;ccedil;ula da fam&amp;iacute;lia, &amp;eacute; desenhado como um sapo - reflexo de sua autoimagem. A hist&amp;oacute;ria que se conta no livro &amp;eacute; a do div&amp;oacute;rcio de Maggie e David Looney ap&amp;oacute;s 40 anos de casamento, que re&amp;uacute;ne seus filhos j&amp;aacute; adultos para um &amp;uacute;ltimo fim de semana juntos, narrado com surpreendente naturalidade. Como na vida real, nada tem um prop&amp;oacute;sito a ser explicado, nenhum grande mist&amp;eacute;rio &amp;eacute; resolvido, nenhuma situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o serve como mote. A vida simplesmente acontece, com a maior banalidade poss&amp;iacute;vel. Assim mesmo, acompanhamos os personagens com compaix&amp;atilde;o, porque sabemos que seus defeitos ou suas virtudes n&amp;atilde;o s&amp;atilde;o medidos, apenas os fatos, e que o microcosmo em que vivem &amp;eacute; o terreno da vida que todos n&amp;oacute;s levamos. &amp;lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;lt;font&gt;&lt;em&gt;Por Amauri Stamboroski Jr&lt;/em&gt;.&amp;lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
          </content>  </entry>
  <entry xml:base="http://www.maissoma.com/pt">
    <author>
      <name>tiago</name>
    </author>
    <id>tag:www.maissoma.com,2009-11-18:1243</id>
    <published>2009-11-18T17:13:00Z</published>
    <updated>2009-11-18T17:15:31Z</updated>
    <category term="+REVIEWS"/>
    <link href="http://www.maissoma.com/2009/11/18/banda-gentileza-banda-gentileza" rel="alternate" type="text/html"/>
    <title>Banda Gentileza . Banda Gentileza</title>
    <link href="http://www.maissoma.com/assets/2009/11/18/13032719.jpg" title="13032719.jpg" rel="enclosure" type="image/jpeg" length="5575"/>
<summary type="html">Em linhas superficiais, pode-se situar o disco homônimo de estreia da Banda Gentileza...</summary><content type="html">
            Em linhas superficiais, pode-se situar o disco homônimo de estreia da Banda Gentileza...
&amp;lt;!--[if gte mso 9]&gt;&amp;lt;xml&gt;           &amp;lt;/xml&gt;&amp;lt;![endif]--&gt;&amp;lt;!--[if gte mso 9]&gt;&amp;lt;xml&gt;     Normal   0         21         false   false   false      PT-BR   X-NONE   X-NONE                                                                                                     &amp;lt;/xml&gt;&amp;lt;![endif]--&gt;&amp;lt;!--[if gte mso 9]&gt;&amp;lt;xml&gt;                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                &amp;lt;/xml&gt;&amp;lt;![endif]--&gt;  &amp;lt;!--[if gte mso 10]&gt; &amp;lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable 	{mso-style-name:&quot;Table Normal&quot;; 	mso-tstyle-rowband-size:0; 	mso-tstyle-colband-size:0; 	mso-style-noshow:yes; 	mso-style-priority:99; 	mso-style-qformat:yes; 	mso-style-parent:&quot;&quot;; 	mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; 	mso-para-margin:0cm; 	mso-para-margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:11.0pt; 	font-family:&quot;Calibri&quot;,&quot;sans-serif&quot;; 	mso-ascii-font-family:Calibri; 	mso-ascii-theme-font:minor-latin; 	mso-fareast-font-family:&quot;Times New Roman&quot;; 	mso-fareast-theme-font:minor-fareast; 	mso-hansi-font-family:Calibri; 	mso-hansi-theme-font:minor-latin; 	mso-bidi-font-family:&quot;Times New Roman&quot;; 	mso-bidi-theme-font:minor-bidi;} &amp;lt;/style&gt; &amp;lt;![endif]--&gt;    &lt;p&gt;&amp;lt;font&gt;Independente . 2009&amp;lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&amp;lt;font&gt;Em linhas superficiais, pode-se situar o disco hom&amp;ocirc;nimo de estreia da Banda Gentileza como parte da onda criativa mais recente da chamada nova MPB. No entanto, seria uma afronta &amp;agrave; sanidade reduzir a esse r&amp;oacute;tulo as 12 faixas e pouco mais de 40 minutos do &amp;aacute;lbum. Em &amp;quot;Pregui&amp;ccedil;a&amp;quot;, por exemplo, o samba vem com for&amp;ccedil;a surpreendente, principalmente em se tratando de um sexteto paranaense. Parte da responsabilidade pelo feito pode ser atribu&amp;iacute;da ao produtor carioca Pl&amp;iacute;nio Profeta, vencedor do Grammy Latino por seu trabalho em &lt;em&gt;Falange Canibal&lt;/em&gt;, lan&amp;ccedil;ado por Lenine em 2002. O clima de festa &amp;agrave; Los Hermanos d&amp;aacute; as caras em &amp;quot;O Indecifr&amp;aacute;vel Mist&amp;eacute;rio de Jorge Tadeu&amp;quot;, em que os metais e a vontade de dan&amp;ccedil;ar dominam os refr&amp;otilde;es, que chegam ao fim citando um verso de &amp;quot;Gar&amp;ccedil;om&amp;quot;, de Reginaldo Rossi. Na sequ&amp;ecirc;ncia, &amp;quot;Afinal de Contas&amp;quot; reafirma as influ&amp;ecirc;ncias da banda, explorando o clima das valsas vienenses, &amp;nbsp;que tamb&amp;eacute;m servem como base para a explosiva &amp;quot;Coraci&amp;oacute;n&amp;quot;. A risonha e jazzy &amp;quot;Sintonia&amp;quot;, como o nome sugere, tem os dois p&amp;eacute;s no dub. O indie-rock tem seu espa&amp;ccedil;o em &amp;quot;Pseudo Eu&amp;quot;, m&amp;uacute;sica de letras autocr&amp;iacute;ticas e melodia f&amp;aacute;cil que fica na cabe&amp;ccedil;a por horas. Essa variedade de influ&amp;ecirc;ncias est&amp;aacute; na internet, de gra&amp;ccedil;a, no MySpace (/bandagentileza) e no Twitter (@bandagentileza) do grupo. Isso que &amp;eacute; gentileza.&amp;lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&amp;lt;font&gt;&amp;nbsp;&amp;lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;em&gt;&amp;lt;font&gt;Por Alex Correa&amp;lt;/font&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
          </content>  </entry>
  <entry xml:base="http://www.maissoma.com/pt">
    <author>
      <name>tiago</name>
    </author>
    <id>tag:www.maissoma.com,2009-11-18:1241</id>
    <published>2009-11-18T13:07:00Z</published>
    <updated>2009-11-18T13:10:30Z</updated>
    <category term="+REVIEWS"/>
    <link href="http://www.maissoma.com/2009/11/18/anti-pop-consortium-fluorescent-black" rel="alternate" type="text/html"/>
    <title>Anti-Pop Consortium . Fluorescent Black</title>
    <link href="http://www.maissoma.com/assets/2009/11/18/fluorescentblack.jpg" title="fluorescentblack.jpg" rel="enclosure" type="image/jpeg" length="48222"/>
<summary type="html">Não consegui pescar se foram as tensões internas da reunião após uma separação nunca...</summary><content type="html">
            Não consegui pescar se foram as tensões internas da reunião após uma separação nunca...
&amp;lt;!--[if gte mso 9]&gt;&amp;lt;xml&gt;     Normal   0         21         false   false   false      PT-BR   X-NONE   X-NONE                                                     MicrosoftInternetExplorer4                                                   &amp;lt;/xml&gt;&amp;lt;![endif]--&gt;&amp;lt;!--[if gte mso 9]&gt;&amp;lt;xml&gt;                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                &amp;lt;/xml&gt;&amp;lt;![endif]--&gt;  &amp;lt;!--[if gte mso 10]&gt; &amp;lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable 	{mso-style-name:&quot;Table Normal&quot;; 	mso-tstyle-rowband-size:0; 	mso-tstyle-colband-size:0; 	mso-style-noshow:yes; 	mso-style-priority:99; 	mso-style-qformat:yes; 	mso-style-parent:&quot;&quot;; 	mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; 	mso-para-margin:0cm; 	mso-para-margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:11.0pt; 	font-family:&quot;Calibri&quot;,&quot;sans-serif&quot;; 	mso-ascii-font-family:Calibri; 	mso-ascii-theme-font:minor-latin; 	mso-fareast-font-family:&quot;Times New Roman&quot;; 	mso-fareast-theme-font:minor-fareast; 	mso-hansi-font-family:Calibri; 	mso-hansi-theme-font:minor-latin; 	mso-bidi-font-family:&quot;Times New Roman&quot;; 	mso-bidi-theme-font:minor-bidi;} &amp;lt;/style&gt; &amp;lt;![endif]--&gt;    &lt;p&gt;&amp;lt;font&gt;&lt;strong&gt;Big Dada Recordings . 2009&lt;/strong&gt;&amp;lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&amp;lt;font&gt;&amp;nbsp;&amp;lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&amp;lt;font&gt;Com um disco com o mesmo nome de uma graphic novel de fic&amp;ccedil;&amp;atilde;o cient&amp;iacute;fica dist&amp;oacute;pica que fala de gen&amp;eacute;tica, o Anti-Pop volta como grupo. Quando surgiram, eles eram s&amp;oacute; respostas sonoras ao que pareciam ver como caretice no hip-hop, trabalhando muito a estrutura das m&amp;uacute;sicas, os timbres nas batidas e nas vozes, as interpreta&amp;ccedil;&amp;otilde;es das levadas e as rimas mais complexas. Era um tro&amp;ccedil;o agressivo, mas n&amp;atilde;o tanto quanto esse disco. Ou talvez mais, por&amp;eacute;m de outra maneira. N&amp;atilde;o consegui pescar se foram as tens&amp;otilde;es internas da reuni&amp;atilde;o ap&amp;oacute;s uma separa&amp;ccedil;&amp;atilde;o nunca muito bem explicada ou se foram as realiza&amp;ccedil;&amp;otilde;es dos projetos e carreiras solo desde o disco &lt;em&gt;Arrhythmia&lt;/em&gt;, de 2002, que pesaram. A segunda hip&amp;oacute;tese parece fraca: Beans era sem d&amp;uacute;vida menos abrasivo do que o pr&amp;oacute;prio Anti-Pop, High Priest, mais experimental e barulhento, e mesmo assim muito diferente do que escutei aqui. N&amp;atilde;o sei muito do produtor E. Blaize, mas o disco &amp;eacute; menos fraturado sonoramente que &lt;em&gt;Tragic Epilogue&lt;/em&gt;, de 2000, e &lt;em&gt;The Ends Against the Middle&lt;/em&gt;, de 2001, numa sequ&amp;ecirc;ncia l&amp;oacute;gica do &amp;aacute;lbum do ano seguinte. &amp;lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;lt;font&gt;As ideias sonoras como intrus&amp;otilde;es e surpresas do in&amp;iacute;cio foram ficando mais concisas ao longo da discografia do grupo - &amp;eacute; s&amp;oacute; comparar qualquer m&amp;uacute;sica do primeiro disco com &amp;quot;Ping Pong&amp;quot;. Tens&amp;otilde;es internas, talvez, mas soa meio pretensioso, no final das contas. Ningu&amp;eacute;m aqui &amp;eacute; bi&amp;oacute;grafo dos caras. O que leva a outra explica&amp;ccedil;&amp;atilde;o, talvez a mais simples de todas. Trata-se um disco mais dominado por M. Sayyid, o MC que eu ainda n&amp;atilde;o tinha mencionado. Nas levadas e no timbre de sua voz, ele sempre foi o cara mais assemelhado ao rap mais dedo na cara que costumamos identificar como o de Nova York. Sim, como seus parceiros, o que ele sempre fez foi parecia partir de uma releitura - &amp;agrave;s vezes bem intelectualizada - do rap em geral para criar formas novas. O problema &amp;eacute; que, perto dos malucos com quem ele cola, Sayyid at&amp;eacute; parece normal. N&amp;atilde;o sei se &amp;eacute; uma hip&amp;oacute;tese v&amp;aacute;lida. Mas acho que fala um pouco sobre o disco. &amp;lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;lt;font&gt;&lt;em&gt;Por Andr&amp;eacute; Maleronka&lt;/em&gt;&amp;lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
          </content>  </entry>
</feed>
