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+GALERIA
Mon: 06-20-11
Exposição Virtual:
Ensaio de fotos: Autorretrato Sensorial
Autorretrato Sensorial
Tal qual um homem-bomba, que abre mão da sua identidade em nome de uma ideologia, Edu Monteiro esconde o rosto sob máscaras, obscurecendo sua condição humana à medida em que se transforma em um ser híbrido. A diferença, entretanto, reside na poética que o artista alcança, brutal por um lado, repleta de humor por outro. As texturas que o fotógrafo busca em elementos orgânicos – plantas, pimentões e carvões – aproximam sua pesquisa daquilo que Archimboldo fazia na pintura: retratos que confundem os sentidos ao deturpar a própria natureza. Já as imagens que ele obtém através da fusão do corpo humano com o corpo artificial – cigarros e bichinhos de pelúcia – remetem a um futuro sombrio ou decadente, habitado por criaturas mutantes. De uma forma ou de outra, a carga política é intrínseca ao trabalho do artista, seja nas mutações orgânicas que suscitam discussões ecológicas, seja naquelas em que o consumo se sobrepõe ao indivíduo, modificando suas feições, como que se houvesse adulterado sua carga genética. Os híbridos construídos na série de autorretratos são tão plurais quanto excludentes, evidenciando e ocultando as complexas facetas que forjam e tão bem caracterizam a espécie humana. Por Bernardo José de Souza
Fri: 04-08-11
Exposição Virtual:
Ensaio de fotos: O Jardim
O Jardim
Um documentário imaginário sobre a relação do homem com o meio ambiente nos bairros Jardim Canadá e Vale do Sol, às margens da rodovia BR-040, subúrbio de Belo Horizonte.
Em duas pequenas porções de periferia, com toda a diversidade que pode haver entre pequenas indústrias, ateliês de artistas, restaurantes chiques, residências de classe média, favelas, oficinas e até galerias de arte, esses bairros aparecem em minha imaginação como um resumo do avanço da ocupação humana no planeta, a materialização do pequeno - mas poderoso -, conto de Jorge Luís Borges, Do Rigor da Ciência:
“... Naquele Império, a arte da cartografia atingiu uma tal perfeição que o mapa duma só província ocupava toda uma cidade, e o mapa do império, toda uma província. (...) (...) menos apegadas ao estudo da cartografia, as gerações seguintes entenderam que esse extenso mapa era inútil e não sem impiedade o entregaram às inclemências do Sol e dos invernos. Nos desertos do oeste subsistem despedaçadas ruínas do mapa, habitadas por animais e por mendigos. (...)”
Em dezembro de 2008, passei a residir na região e identifiquei ali essa diversidade pulsante. Passei a percorrer cada canto desses bairros para realizar fotografias, através das quais procuro entender esta "mistura" cultural.
O título “O Jardim” tem o intuito de levar o entendimento sobre o trabalho para o lado metafórico da fotografia. Aqui o que mais importa não é apenas a ocupação dos bairros, mas o avanço da civilização sobre o que resta da natureza.
Pedro David
Fri: 01-28-11
Exposição Virtual:
+Entre (Outros): Conheça o Trabalho de Jovens Artistas
Entre (Outros) conta com o apoio da Nike, que, assim como a Soma, nasceu da típica energia e paixão que motivam os jovens no mundo todo a correr atrás de seus sonhos. Um espaço democrático que celebra a arte, trazendo a cada edição novos artistas e ideias que inspiram.Artistas: Cezar Berger Junior Cezar Berger Junior ou Berje, alcunha que usa para assinar seus desenhos, tem 20 anos e estuda Design Gráfico na universidade Belas Artes, em São Paulo. Os rabiscos começaram cedo e seus desenhos têm grande influência dos quadrinhos, animações, cultura do skate e gravuras de livros. Admirador de artistas brasileiros como Bruno 9li, Luciano Scherer, Calma e Renan Cruz, Berje abusa dos detalhes, sem perder a autenticidade de desenhos com ares pop. Fernanda Brenner A paulistana Fernanda Brenner, 24 anos, até tentou trabalhar com outras coisas, mas o plano dela, no momento, é ser artista full-time. Apaixonada por Basquiat desde a infância, adota pra sim a liberdade vista nos trabalhos do artista nova-iorquino. Enquanto cria desenhos e colagens em papel ou madeira, Thelonius Monk e Coltrane não saem da vitrola. “Nunca planejo nada antes, vou criando da mistura de texturas e dos diferentes materiais que eu uso: canetas, tinta, fitas adesivas, entre outros”, conta Fernanda. Paula Gabbai Formada em Arquiteta e Urbanismo pela USP, Paula Gabbai seguiu outro caminho ao escolher nas artes plásticas a sua mameira de viver. Multimídia, ela atua criando desenhos, ilustrações, design, fotografias e artes aplicadas. No seu currículo, há ilustras para livros, revistas e projetos conceituais. Quer publicar o seu trabalho na revista e expor no nosso espaço? Mande um e-mail para entreoutros@maissoma.com com amostras da sua arte em baixa resolução e torça para ser selecionado!
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