Ancestral direto do piano, o cravo foi criado no fim da Idade Média e ajudou a formatar a sonoridade do que conhecemos como “música clássica”, com grande influência na Renascença e no período Barroco. Bach compôs as famosas “Variações Goldberg” para o instrumento, que se mantém influente até hoje – os Beatles caçaram um timbre de cravo para “In My Life”, de 1965, enquanto os Kinks abraçaram o instrumento em discos como “Face to Face” e “Something Else”.
Quem quiser adquirir um cravo no Brasil invariavelmente acaba conhecendo William Takahashi. Desde o primeiro contato com o instrumento, William decidiu que seria luthier. “Eu vi um cravo sendo tocado, fiquei encantado com o timbre, e o meu primeiro interesse não foi em tocar o instrumento, foi fabricá-lo”, conta.
Depois de dez anos como autodidata, William acabou indo para o Japão trabalhar como operário para poder economizar dinheiro e se dedicar ao estudo do instrumento e conseguiu se transformar em um luthier de sucesso. ““É um trabalho artesanal que eu gosto muito de fazer, então parece que eu estou sempre de férias”, comemora.
Hoje ele fabrica em torno de cinco cravos por ano, sempre sob encomenda. “Cada instrumento é pessoal. Eu faço cada cravo imaginando um tipo de som que a pessoa vai gostar”, revela.
Ketel One Club
A vodca KetelOne reuniu em um clube seleto artistas, músicos e artesãos que compartilham do mesmo sentimento de cuidado artesanal com suas obras. Sob o mote “coisas feitas com o cuidado de um artesão são mais interessantes”, o clube reúne 28 criadores de São Paulo e do Rio, e se transformou numa série de minidocumentários dirigidos por João Jardim (de “Janela da Alma” e “Lixo Extraordinário”) mostrando esses homens que “enxergam valor no que é profundamente pensado para ser único”.