Full Banner Soma Topo
 
+SOMACAST


Mon: 03-21-11

Soma 22: Free Download! - download (9 mb)

Para baixar a edição, clique com o botão direito em download e escolha "salvar link como", ou opção semelhante no seu navegador.

Uma busca no Google pelo nome de Joe Coleman em páginas brasileiras ou de língua portuguesa retorna pouco mais de 700 resultados. A maioria deles leva a sites de compra, que listam "Sangue Ruim", versão nacional de um livro em quadrinhos do autor lançado em 2005, que segue sendo sua única obra publicada por aqui. Fora do Brasil, a reputação de Coleman é bem outra. Além da relação com os quadrinhos, que parou de produzir há alguns anos, o artista nova-iorquino tem uma extensa carreira como pintor, que vive hoje o seu auge. Sob os cuidados da respeitada Simon Dickinson Gallery, de Nova York, suas obras – um misto de arte religiosa, quadrinhos de terror e um senso visceral de realismo – dividem espaço no acervo com nomes como Botticelli, Picasso e Peter Blake (mais conhecido como o criador da capa de "Sgt Pepper’s Lonely Hearts Club Band"). Já participou de exposições ao lado de gigantes como Hieronymus Bosch, Pieter Brugel e Hans Memling. Suas telas, que chegam a atingir mais de US$ 200 mil, são disputadas por um seleto grupo de colecionadores que inclui Jim Jarmusch, Johnny Depp, Iggy Pop, Leonardo di Caprio e H R Giger. Coleman é também um dos únicos artistas contempoâneos que empolgam Robert Crumb a ponto de tirá-lo do isolamento para dar declarações públicas. “O trabalho de Joe Coleman tem a contundência de alguém comprometido em um esforço urgente para preservar sua própria sanidade. Sua arte visual é, para o meu gosto, uma das melhores existentes nos dias de hoje”, declarou Crumb. Em sua edição 22, a Soma apresenta uma seleção generosa de trabalhos e uma entrevista inédita com um dos artistas mais impressionantes a emergirem do underground estadunidense. Um visionário que retrata os lados mais entranhados do ser humano como alguém que viveu inúmeras eras diferentes. Por Mateus Potumati.

Também tivemos o prazer de conversar com três visionários da música: MV Bill, Han Bennink e Phil Minton. Bill deu uma entrevista extensa a Daniel Tamenpi, repleta de opiniões francas e corajosas sobre política, rap no Brasil, crime e Televisão. Sem dúvida, uma das entrevistas de rap mais importantes já publicadas nas páginas da revista. Bennink e Minton, ícones e gênios da música improvisada, falaram com Raquel Setz durante sua passagem no Brasil para o Festival de Improvisação, ocorrido em São Paulo em dezembro de 2010. A conversa foi uma aula cheia de provocações e reflexões riquíssimas sobre improvisação, free jazz e o próprio conceito de música e arte. A prova de que dois sexagenários podem colocar qualquer jovem no bolso em matéria de vanguarda e ousadia artística.

E mais:

Matérias

Guga Ferraz . Cidadão do Rio . Em sua estreia nas páginas da Soma, a jornalista carioca Beatriz Lemos fala com um dos maiores ativistas e inovadores da nova cena artística do Rio de Janeiro. Guga Ferraz fala sobre sua trajetória do skate para a faculdade de arquitetura e daí para uma arte urbana contundente, que dialoga com o espaço da cidade e provoca como poucas.
Hÿpo/Pilot . Operação França . Direto de Paris, o francês Michaêl Patin inicia sua colaboração com a Soma entrevistando duas ótimas novidades da efervescente cena da Cidade-Luz, que você provavelmente não veria em nenhum lugar a não ser aqui.
Ensaio de Fotos . O Jardim, por Pedro David . Concorrendo ao Prêmio Conrado Wessel, o ensaio desenha um documentário imaginário sobre a relação do homem com o meio ambiente em bairros à margem da BR-040, na periferia de Belo Horizonte. Um projeto corajoso, que retrata com maestria o avanço da civilização sobre o que resta da natureza.
Vincent Moon . O cineasta francês ficou famoso ao gravar clipes nas ruas de Paris com artistas  como Vampire Weekend, Vic Chesnutt, Animal Collective e Stephen Malkmus. Depois de trabalhar com vários dos principais nomes da música mundial, Moon veio ao Brasil filmar o tecnobrega e o funk carioca, além Dona Iná, Tom Zé, Jards e a banda Holger. Amauri Stamboroski  registrou tudo isso e muito mais em uma reportagem que terminou em uma épica conversa de boteco.
João Lelo . Natalia Lucki e Marina Mantovanini exploram o promissor trabalho do jovem artista carioca, que ingressou recentemente o catálogo da Choque Cultural. E descobriram por que o renascimento da cena do Rio de Janeiro passa por Klimt e Mario Bros.
A Gente Brasileira do CAGEBE . André Maleronka segue mapeando o rap brasileiro em entrevista com um dos grupos mais propositivos da cena, que mistura música brasileira a seus beats e rimas, mas sem se limitar ao samba e à bossa nova.

Seções e colunas

Shuffle . Tiago Nicolas, nosso colunista anti-social, entrevista Maurício Takara, baterista do Hurtmold e líder de um dos projetos solo mais inovadores de São Paulo. Na viagem por seus discos preferidos, uma história que começou no hardcore e chegou com moral e autoridade ao mundo das melodias elaboradas e dos beats dissolvidos em ácido.

Entre (Outros) . No nosso espaço totalmente dedicado a divulgar novos talentos nas artes visuais, trabalhos de Bruno Dicolla, Guilherme Kramer e Vermelho. Apoio cultural Nike Sportswear.

Quem Soma . Negredo / Periferia Ativa . Fugindo de todos os clichês conhecidos sobre ONGs, o grupo de rap Negredo construiu um projeto corajoso e transformador dentro de uma da comunidades mais carentes de São Paulo. Uma lição de trabalho, ética e visão de mundo que transcende a periferia. Por Mateus Potumati.

Seleta . Boombox . O colecionismo dos rádios imensos que marcaram os anos 1980 é a bola da vez para o nosso caçador de tesouros Mentalozzz.

Quadrinhos . MZK se junta a Rafael Campos e Nik Neves com a série exclusiva de contos “Ezu Tales”, estrelando o sinistro Ezu. Campos segue com sua série sobre Satã e Nik inicia nova história em capítulos, em ritmo de Carnaval: Túmulo do Samba.

Obras Primas . Dois discos sobre 1983, nenhum dos quais foi feito naquele ano: "Africa Must Be Free By 1983", de Hugh Mundell, e "1983", de Flying Lotus. Pedro Pinhel relaciona dois artistas com estilos e propostas diferentes, olhando o relógio em direções opostas, que criaram discos atemporais e muito pessoais.

Reviews . Discos . Walverdes, "Breakdance", por Mateus Potumati; Mogwai, "Hardcore Will Never Die, But You Will" e Deerhoof, "Deerhoof vs. Evil", por Amauri Stamboroski Jr.; Burro Morto, "Baptista Virou Máquina" e Guided By Voices, "Live in Daytron? 6º", por Marcos Diego Nogueira; Orelha Negra, "Orelha Negra" e James Blake, "James Blake", por Daniel Tamenpi; Rob Mazurek, "Calma Gente", por Lauro Mesquita; Livros . Harvey Pekar e Vários, "Os Beats" e Thomas Pynchon, "Vício Inerente", por Velot Mamba; Patti Smith, "Só Garotos", por Marina Mantovanini; Hervé Bourhis, "O Pequeno Livro dos Beatles" e Rafael Sica, "Ordinário", por Mateus Potumati.