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+HIGHLIGHTS


Tue: 07-06-10

+Shuffle com Zé Gonzáles . Por Tiago Nicolas

(Shuffle publicado na +Soma 17/Mai-Jun 2010. Baixe aqui ou descubra aqui onde conseguir uma.)

 

Segundo o “Pitchfork”, Zé Gonzales é um ex-skatista profissional. Tudo bem, ele andava de skate, mas todos nos sabemos que o Zé é o DJ Zegon, que já estava no jogo antes mesmo de ele existir, deve ter tempo de serviço suficiente na carteira para se aposentar. Além disso, é produtor de uma porrada de coisa e lançou no ano passado o play do N.A.S.A, com uma penca de convidados. Por isso, já era hora de fazer essa edição da Shuffle com ele, o meu querido José Gonzales.

Uma mixtape (em vinil ou CD)
“Uneasy Listening”. Antes de qualquer um ouvir falar em mash-up ou 2 Many DJs, Z-Trip e DJ P inventaram a fórmula, mas nos toca-discos. DJs de verdade, mixando na raça, sem Ableton Live.

Um disco que você mixaria com o “Black Álbum” do Jay-Z para dar sequência à serie de álbuns-cores (“Green álbum”, “Grey Álbum” etc.)

Para detonar o Danger Mouse, pode ser dois? “Grand Funk Railroad” (ou Red Album) e “The Beatles 1962-1966: The Red Álbum”, para criar o “Pink Álbum” e deixar o Jay-Z mais cor-de-rosa...

Disco para tirar as crianças da sala quando rola
Marvin Gaye – “Let’s Get It On”. Esse é para mandar as crianças passar o final de semana na casa da avó.

Disco que tem alguma produção sua que está mais para Zé Pedro do que para Zegon
“Wanessa Camargo – W”. Fiz duas músicas, “Festa na Floresta” e “Meu Menino”, que valeram muito a pena financeiramente. Comprei meu Lowrider no mesmo dia com o cheque.

Um disco que faz apologia à cocaína
Johnny Cash – “At Folson Prison “ e Dillinger – “Cocaine in my Brain”. Roubei ambos do Arthur Veríssimo.

Disco que você deixava no armário pessoal no Love Story (ele já foi DJ da lendária “casa de todas as casas” paulistana)
SNAP – “World Power”. Mas era no antigo Love Story, na Rego Freitas.

Disco que confirma a sua descrição no Pitchfork e o seu sobrenome
“Thrasher Skate Rock Vol 3: Wild Riders of Boards”. Emprestado pelo amigo Fabio Bolota e nunca mais devolvido.

Seu disco mais estrebuchado

DJ Babu – “Super Duck Breaks”. Quase furado de tanto fazer scratch.

Disco que chegaria em primeirão na Fórmula Indy em São Paulo

Precisaria ser do-it-yourself e chegar nas cabeças. Para isso, não há ninguém melhor que o Emicida.

Homenagem extra da Shuffle e da Chaka Klan ao grande Speed, sagaz e sem crise, covardemente assassinado enquanto fechávamos esta coluna.

Speed – “Meu Nome É Velocidade”