Baixe a +Soma 15 gratuitamente aqui.
Pontos de distribuição gratuita da revista: www.maissoma.com/info
2009 foi um ano especialíssimo para o projeto +Soma – o ano em que a revista saiu do papel e deste portal para se tornar o Espaço +Soma. Mas isso não quer dizer que a revista ficou em segundo plano: em 2009, a +Soma fez algumas de suas matérias mais marcantes. Demos a primeira capa nacional para Mr. Catra, rei do funk carioca e um dos grandes responsáveis pela revolução na música eletrônica que tomou o mundo nesta década. Também demos a primeira capa de uma revista brasileira para Itamar Assumpção, gênio da Vanguarda Paulistana morto em 2003. Ainda ajudamos a resgatar a memória de Billy Argel, pedra fundamental na iconografia urbana e do skate nos anos 1980, que vem finalmente ganhando em vida o reconhecimento que merece, com mostras e matérias por todo o país. E falamos de muitos outros: Nunca, Arthur Verocai, Tortoise, Cidadão Instigado, Rappin’ Hood e Parteum, Marcelo Cidade, Jim Houser, FilmeFobia, Mercenárias, Kiko Dinucci e Douglas Germano, Emicida e Black Drawing Chalks, People Under The Stairs, Fefê Talavera, João Parahyba, Fabio Zimbres, Xis, Curumin, Paulo Monteiro e Rodrigo Andrade, Rob Mazurek, André Dahmer.
Para encerrar o ano em grande estilo, a +Soma 15 não poderia ficar atrás. Por isso, temos o prazer de anunciar que nosso entrevistado de capa é ninguém menos que Robert Crumb, considerado por Robert Hughes, crítico de arte do The New York Times, como o Pieter Bruegel do século XX. Um dos gênios maiores dos quadrinhos e da iconografia da contracultura, Crumb deu entrevista exclusiva em Paris a Fernando Eichenberg, que já falou com nomes como Lévi-Strauss, Wim Wenders, Emir Kusturica e Pierre Boulez. Em pauta, política internacional, a crise do american way of life, arte e a vida reclusa na França, além de sua magistral adaptação do livro do Gênesis.
E ainda:
• Dave Longstreth, líder dos Dirty Projectors, uma das bandas mais importantes de 2009, fala com o editor Mateus Potumati, na única entrevista que deu enquanto esteve no Brasil. A relação predatória da humanidade com seus recursos o levou a “Cannibal Resource”, uma das letras mais emblemáticas dos últimos anos. Sua visão vanguardista da música pop também resultou em “Stillness Is The Move”, misto de r&b com indie rock que foi eleita a 2ª melhor música de 2009 pelo Pitchfork.com. Longstreth fala sobre essas e outras faixas do multicolorido Bitte Orca, disco fundamental deste final de década.
• Perfil sobre a artista paulista Tatiana Blass, que mistura beleza e morte de forma única em seu trabalho. Suas perturbadoras esculturas em cera e metal, além de telas e outros trabalhos, a colocaram no topo da nova geração artística brasileira. Por Tiago Mesquita.
• Vindo da ponta oposta da cultura, mas atingindo resultados tão contundentes quanto ela, o curitibano Rimon fala de liberdade e inquietação por linhas – literalmente – tortas. Por Arthur Dantas.
• Entre idas e vindas, o lendário crew de rap paulistano RZO já foi dado como morto, mas conta em detalhes como está se reinventando para uma nova era musical. Entrevista por Nathalia Birkholz e fotos por Amanda Louzada.
• Grunge: Ensaio e Entrevista Especial com Michael Lavine, que lançou um livro sobre a cena de Seattle, que fotografou desde 1982, e sobre bandas seminais do rock atual como Sonic Youth, Nirvana, Dinosaur Jr. e Mudhoney. Por Marcos Diego.
• Mayer Hawthorne, a Nova Cara (Nerd) do Soul: o fenômeno do soul americano fala sobre suas influências e sobre seu grande sonho: tocar no Brasil. Por Daniel Tamenpi.
• Cinema em Grupo: um mapeamento inédito do cinema independente no Brasil, focando em três das principais novas produtoras do momento: os coletivos Alumbramento, de Fortaleza, Filmes e Quintal e Teia, ambos de BH. Por Lauro Mesquita.
Em 2010, a +Soma deseja que todos (nós, você, o Brasil e o planeta Terra, tudo junto e misturado) encontrem a força, a coragem e a visão necessárias para começar a construir, das cinzas de um mundo que já tem cheiro de velho, um outro mundo. E que nesse mundo, mais e mais pessoas dotadas de olhares privilegiados passem de espectadores a atores de transformações reais.