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Fri: 10-10-08

Goiânia Noise 2008 Com Helmet, Vaselines, Black Mountain e Black Lips – Confira Entrevista com Fabrício Nobre

Que o Goiânia Noise Festival já é uma referência em termos de festivais roqueiros no país, isso não é novidade. Mas dentre todas as 13 edições realizadas, este parece ser a de maior peso. Anotem aí: entre as bandas gringas já confirmadas estão Vaselines (Escócia) - com participação de integrantes do lendário Belle & Sebastian, Helmet , Black Mountain (EUA), Black Lips (EUA), (Canadá) e Flaming Sideburns (Finlândia). Quer mais? Frank Jorge, Inocentes e Marcelo Camelo (acompanhado do grupo Hurtmold). Há ainda outros nomes a serem confirmados e mais 15 bandas goianas.

Pelo terceiro ano consecutivo, o Goiânia Noise Festival será realizado no já tradicional Centro Cultural Oscar Niemeyer, entre os dias 21 e 23 de novembro.

Este ano, o festival será precedido ainda pela Feira Brasil Central Music, uma ação do Sebrae, também no Centro Cultural Oscar Niemeyer, que prevê três dias de rodadas de negócios, palestras, workshops com especialistas estrangeiros e também shows dos mais variados estilos musicais.

Confira o rápido bate-papo com Fabrício Nobre, vocalista do MQN e um dos idealizadores do festival e da Associação Brasileira de Festivais Independentes (Abrafin)

+Soma . O Noise é um dos festivais independentes mais antigos do Brasil. Conte um pouco a história dele e da Monstro.
Fabrício Nobre . Vixe cara, daria um livro sobre isso. Mas, em resumo, é um festival de Rock independente realizado em Goiânia pela Monstro Discos, faz 14 anos. A Monstro é a empresa de quatro malucos de Goiânia que já lançou mais de cem discos e já fez mais de mil shows, de bandas que vão de Ratos de Porão a Valentina, de Mudhoney a Lucy and The Popsonics.

+Soma . Que projetos a Monstro tem hoje, fora o festival?
Fabrício . Selo, agência, produtora de shows, Festival Bananada, Mostra Trash, Alvo Editora e Distribuidora, a editora de revistas e livros Voodoo (que é do Márcio e mais uns parceiros dele), Biscoito (marca de camisetas do Leo Bigode), meu agenciamento de artistas (Lucy, Macaco Bong, MQN, Black Drawing Chalks), fazemos produções terceirizadas para um monte de gente, tipo governos, Sebrae, empresas...

+Soma . Quais as vantagens e desvantagens de fazer festival no interior do país?
Fabrício . É longe e mais caro para trazer as bandas, claro. Mas é mais legal, porque o público é mais aberto às loucuras e mais fácil mobilizar e ter um destaque em toda a cidade. Isso é impossível em SP, por exemplo.

+Soma . O que mudou pra vocês depois da criação da Abrafin (Associação Brasileira de festivais independentes)?
Fabrício . Cara, mudou que temos mais voz e representatividade, temos mais moral com governos, empresas etc. Mudou muito também porque pudemos trocar experiencia e tecnologia com os caras que mais sacam de fazer festivais de música no país, que são os caras da associação, sentar numa mesa com Paulo André, Aluizer Malab, Pablo Capilé, Lu Araújo, Daniel Zen, Anderson Foca, Claudão, Fernando Rosa etc, é um puta privilégio. A gente aprende um montão entre a gente, e troca muita figurinha.

 

Veja aqui o TOP 5 com Fabrício Nobre.